domingo, 21 de dezembro de 2008

Presentinhos para os vizinhos.

E com grande prazer que faço este post sobre o Dia do Vizinho, um desafio que a querida Gina do blog Naco Zinha lançou. O desafio consistia em fazer um presentinho para o seu vizinho e entregar até dia 23/12, o Dia do Vizinho. A questão é, no dia do vizinho estarei bem longe de casa, então antecipei e passei as tardes de quinta e sexta feira passadas fazendo bolos, biscoitos e pacotes. Estava com a idéia de fazer isso desde o ano passado, mas para variar o tempo passou rápido e não consegui. O meu marido ainda falou: "compra um panetone, é mais fácil". Mas panetotone todo mundo dá e eu queria fazer algo especial, diferente. Então me coloquei a procurar uma receita prática e gostosa, que agradasse a todos. Fiz então fruit cake, receita da Cinara, mas que encontrei no blog da Márcia, o Açúcar com Canela. Esse bolo fica delicioso e é muito prático. Fiz também outro tipo de bolo, afinal os meus vizinhos tem filhos e crianças não gostam muito de bolos da frutas, aí inventei uma receita de bolo com gotas de chocolate. Um bolo simples, com farinha de aveia e gotinhas de chocolate ao leite, o qual farei novamente e publicarei aqui com fotos. Além disso, fiz bolachinhas de especiarias, inspiradas nas bolachinhas de gengibre da Simone, que encontrei nas dicas de presente do Vitor Hugo, que mistureba, né? A parte mais legal foi passar a tarde de quinta-feira fazendo biscoitos com minha filha e o filho da minha vizinha, o Nathan. Foi uma confusão, eles queriam abrir massa, cortar, fazer cobertura, se divertiram. É esse tipo de lembrança que levamos para o resto da vida. Nunca pensei que fossem ficar tão empolgados, diversão pura....


Fiz no total 9 bolos e 9 pacotes de biscoitinhos, deu um certo trabalho, pois a quantidade era grande e fiz cada embrulho diferente, um por um, mas valeu a pena.
O problema é que não tirei fotos dos produtos, só das embalagens prontas, não sei o que deu, foi bobeira mesmo. Mas os pacotes, modéstia à parte, ficaram fofos, recebi muitos elogios e meus vizinhos se surpreenderam. É muito legal ver a reação das pessoas, hoje este tipo de gentileza não acontece mais entre vizinhos, mal sabemos o nome de quem mora ao nosso lado, quanto mais fazer algo assim.


Mas eu dei a sorte de morar em uma rua à moda antiga, onde as pessoas se conhecem, se conversam e podem contar umas com as outras. Já precisei dos meus vizinhos e estavam prontos a me ajudar, nada melhor que esta época para agradecer com o meu melhor (acho que cozinhar é uma das minha melhores habilidades), então dei aquilo que tinha de bom, afinal esse é o espírito, não é?

Aproveito este post para me despedir por alguns dias, vou viajar, merecemos um tempinho em família nesta época, né? Então deixo aqui a todos que costumam me visitar meus desejos de uma Natal maravilhoso, com muita harmonia e amor e um 2009 com muitos sonhos, realizações e muito assunto para estarmos sempre com prazer neste mundo virtual cheio de amigos e pessoas especiais. Até breve pessoas, um grande beijo a todos!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Cookie de Chocolate da Nigella com Mãos de Letícia


Desde que vi a receita destes cookies no programa de Nigella fiquei aguada, imaginando como seria. Copiei a receita, comprei o livro, mas eles não saiam do mundo das idéias.....
Até que hoje estava inspirada e criei coragem para fazer os cookies de chocolate triplo (isso não é coisa que se faça, calorias ao cubo).
Mas como sempre Letícia não faz nada sem mudar a receita, então acrescentei umas coisas e mudei outras.
Nesta receita incluí passas e uma mistura de especiarias chamada Garan Marsala , muito utilizada no tempero de carnes na Índia (quando digo carnes não incluo carne de vaca, que é um animal sagrado na Índia, não é para ser comido). Este condimento tem um aroma tão especial que achei que combinaria, apesar da pimenta, com estes cookies. Aliás, este temperinho foi adquirido no Mercado Municipal, quando enfim pude ver e conhecer a querida Nana, minha amiga de pouco e muito tempo, que dia maravilhoso, apesar de conturbado. Foi uma tarde muito feliz, a qual quero que se repita por muitas vezes. O sr. meu marido também foi, pra bagunçar, claro, ele tumultua...hahaha.





Agora voltando ao cookie, acho que a misturinha que eu fiz deu certo, ficou com aquele cheirinho que não se sabe bem do que é, que tentamos descobrir, mas é bem sutil. Se cookie triplo de chocolate já era bom, com minhas invenções ficou...uau.....prá lá de bom.

Cookies de Chocolate (triplo, ufa!!!)
(Receita adaptada Nigella Lawson)

Ingredientes:
150g de chocolate meio amargo derretido (usei blend de meio amargo e ao leite)
125g de manteiga (usei gelada em cubinhos)
75g de açúcar mascavo
75g de açúcar
150g de farinha de trigo
30g de cacau em pó
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (chá) de garan marsala
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de fermento em pó
Gotas de extrato de baunilha
1 ovo gelado
150g de gotas de chocolate
100g de uvas passas sem sementes

Preparo: Colocar na batedeira a manteiga e os dois tipos de açúcar e bater até ficar um creme liso. Acrescentar na batedeira a baunilha e o ovo e bater mais um pouco. Misturar à parte a farinha, o cacau, o sal, o bicarbonato, o fermento e o garan marsala. Juntar à mistura da batedeira. Ao final, acrescentar o chocolate derretido, as passas e as gotas de chocolate. Modelar com 2 colheres de sopa, em formato o mais redondo possível, colocando em forma forrada com papel - manteiga. Leve para assar em forno 170ºC ,pré-aquecido, por 18 minutos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Terrina de Blueberry e vinho.



Esta sobremesa originalmente foi feita com um vinho específico, o Botrytis Semillon australiano. Segundo minhas pesquisas, este vinho é produzido com uvas do tipo semillon, as quais são contaminadas intencionalmente com um certo tipo de fungo chamado Botrytis cinérea, que é responsável por uma condição onde a uva contaminada fica mais doce pelo esgotamento da água por este fungo em cada bago. O fungo necessita de umidade para se desenvolver, mas ao mesmo tempo excesso de água faz com que a podridão nobre (em francês conhecida como la pourriture noble) se transforme em podridão cinza, o que pode inviabilizar o uso das uvas e destruir todo o vinhedo.
Este vinho se presta a acompanhar sobremesas e ser utilizado como aperitvo.
Eu fui modesta e utilizei um vinho produzido com uvas savignon blanc meio-doce para esta sobremesa. O sabor provavelmente é diferente, mas ficou tão bonita quanto a original. Só achei que não ficou tão boa porque a blueberry que comprei não estava com o melhor dos sabores, apesar que esta foi a primeira vez que experimentei blueberry, ainda não tenho parâmetros prá julgar se estava boa ou não, achei que ficou meio estranho, sem graça. Quem sabe se trocar a fruta por morangos ou damascos secos ou ainda se comer mais blue para descobrir se gosto dela ou não, né?

Terrina de Blueberry e Vinho
(Curtis Stone - com alterações)

Ingredientes:
200g de blueberries (mirtilos)
1 sachê de gelatina em pó incolor e sem sabor
500 ml de vinho branco doce ou demi-sec (utilizei um savignon blanc demi-sec)
Açúcar cristal para polvilhar
Chantilly (opcional)

Preparo: Aquecer o vinho até levantar fervura. Enquanto isso hidrate e dissolva a gelatina conforme as instruções da embalagem. Untar uma forma para bolo inglês pequebna com óleo e colocar os mirtilos higienizados dento dela. Acrescente a gelatina ao vinho, misture e despeje sobre os mirtilos. Leve à geladeira de um dia para o outro. Para desenformar, passe delicadamente uma faca en volta da gelatina. Umedeça um pano de prato em águá quente e coloque em volta da forma por alguns segundos. Vire sobre um prato de servir. Guarnecer com creme chantilly e polvilhar açúcar cristal por cima da gelatina.


http://basilico.uol.com.br/beber/beber_vi_uv.shtml#semillon
http://pt.wikipedia.org/wiki/Podrid%C3%A3o_nobre

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Entre bolinhas, bolotas e bolões.....

Já estava com este post pronto, afinal "Macarrão com Bolinhas" é a minha especialidade que a Helô mais gosta. Ela sempre pede: "mãe, faz macarrão com bolinhas..." Eu não faço com tanta freqüência porque o marido não gosta muito, aliás nem de macarrão prá ser sincera, mas às vezes ele topa. Só que desta vez a história é outra, esse vai homenagear uma grande amizade, que saiu em parte do virtual, já que não nos conhecemos em carne e osso, mas telefone tá aí prá isso. Conversamos muito na última terça-feira, só paramos quando o marido dela chegou e o meu já estava dormindo fazia tempo.....
É engraçado como essas coisas acontecem, conhecemos alguém de um modo tão impessoal como a internet, onde tudo pode ser faz de conta (o que é um grande aliado para quem não quer se mostrar) e de repente nos identificamos de cara, a ponto de convidar essa pessoa para fazer um blog, fazer negócios e fazer parte da sua vida. Pode parecer loucura, mas esse micrinho meio lentium às vezes, que me dá uma grande dose de ódio e vontade de quebrá-lo, me traz também muitas coisas boas. Uma dessas foi a Fernanda, para os íntimos Nana, essa menina que tem um tanto de coisas em comum comigo e não sei como não nos cruzamos antes. Trabalhamos em empresas próximas, quase do lado, nossos maridos amam aviação, culinária é nossa paixão e temos sonhos em comum. Falamos praticamente a mesma língua, pensamentos parecidos, como pode um negócio desses? Então precisei escrever este post para ela hoje e dedicar meu macarrãozinho bem italianinho e de coração. E dizem que comida é só comida, comida é mais que alimento para corpo, é alimento para a alma, é compartilhar, e compartilhar é o que vale nesta vida. Bons amigos em volta de uma mesa, tem coisa melhor?
Fer, também adoro você! Ai, que piegas isso.... hahahaha. E ela ainda me liga e fala: "diz que você chorou....". Abusada esta menina.

Macarrão com Bolinhas da Helô ( mas que hoje é da Fernanda)
(inspirado na Revista Claudia Cozinha - 10/2005)

Ingredientes:
(minipolpetas)
500g de patinho moído
1 ovo
1/4 de xícara (chá) de aveia
1/4 de xícara (chá) de farinha de rosca (usei feita em casa)
2 colheres (sopa) de salsa picada
Raspas de 1 limão
Sal e pimenta à gosto
1 pitada de noz-moscada ralada
1 pitada de canela em pó
(macarrão)
400g de macarrão ninho
2 xícaras de molho ao sugo pronto (essa é um boa receita)
Queijo parmesão à gosto
(para fritar as minipolpetas)
1 colher (sopa) de azeite
1/3 de xícara (chá) de manteiga

Preparo: (mini polpetas) - Misture todos os ingredientes, faça bolinhas do tamanho de uma azeitona. Doure-as na mistura de azeite e manteiga, em fogo médio e escorra em papel absorvente. Reserve.
(molho) - Aqueça o molho ao sugo em uma outra panela, junte as minipolpetas e cozinhe por 5 minutos.
(montagem) - Cozinhe o macarrão conforme instruções da embalagem. Escorra, misture ao molho e polvilhe com o parmesão. Sirva a seguir.

PS: A Ally é a sua cara mesmo...espero que tenha assistido e gostado. Até as músicas aparecem prá você como aparecem para ela.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte"

Como sempre descubro as boas novas pelo Manga, minha amiga Nana é super bem informada e relacionada, sinceramente não sei como ela consegue, faz mil coisas e tá sempre por dentro de tudo, eu só preciso ler o blog dela e descobrir o que há de novo. Pois bem, descobri essa hoje!
A Monica Loureiro lançou um desafio no seu blog, o Inventadeira de Moda, que consiste em enviar por comentário do blog dela ou e-mail
(monicaty.monica@gmail.com)
uma lista de 10 filmes e 10 músicas, todos do bem, que tragam bons sentimentos, nada melhor que esta época do ano para pensar em coisas boas que nos fazem bem. Então aqui vai a minha lista de coisas que eu amo, filmes e músicas:

O Nome da Rosa

Este filme é o meu preferido, acima de qualquer outro, uma história com muito suspense, crimes, em uma época onde tudo era proibido, até um amor. Sean Conery, como sempre impecável, uma história envolvente com final que surpreende.

Patch Adams - O Amor é Contagioso

Esse é um dos meus clássicos preferidos e mostra que apesar das coisas ruins, nunca devemos desistir. Esse homem entrou para cursar medicina com idade onde a maioria das pessoas já está formada, com histórico de doença mental e mesmo cercado de preconceitos, com perda de um grande amor e muitas dificuldades ele venceu e se manteve irreverente, com alma de criança e vontade de fazer a diferença no mundo. Uma lição de vida.

Um Homem de Família

Como seria bom ter a chance de recomeçar, não é? Neste filme Nicholas Cage tem uma vida cheia de trabalho, é rico e tem tudo o que quer menos um verdadeiro amor. E um belo dia ele acorda casado com seu amor de adolescente, com uma vida completamente diferente e tudo começa a mudar. Quer coisa mais legal que poder ter uma segunda chance?

A Lista de Schindler

Se tem alguém que chorou vendo esse filme fui eu, apesar de saber da dor da guerra, nos reconforta conhecer a história de alguém que perdeu tudo em prol de algo maior, a vida de muitas pessoas.

O Óleo de Lorenzo

A história é motivadora, um casal com um filho maravilhoso portador de uma doença rara. O filho havia sido desenganado pelos médicos, mas esses pais não iriam deixar seu único filho morrer assim e lutam para mudar opinião de médicos, cientistas e de toda uma comunidade e após muita batalha, muito estudo e sofrimento a recompensa vem da melhor forma: a vida do seu amado filho.

À Procura da Felicidade

Prá quem não está acostumado a ver Will Smith em um drama vai se surpreender. Essa é a história de um cara que tenta várias vezes, que tinha tudo para dar errado, mas que encontra o seu caminho, apesar dos outros. E olha que não foi fácil....

A Corrente do Bem

Se todos nós pudéssemos fazer 3 boas ações e exigir o pagamento em outras três boas ações para outras pessoas que necessitassem o mundo seria muito melhor....

Sociedade dos Poetas Mortos

Todos deveriam ter um professor tão inspirador quanto aquele. Interpretação maravilhosa de Robin Williams. Carpe Dien.

Central do Brasil

Grande filme, excelente atriz, uma história brasileira, com uma viagem incrível pelo coração do Brasil. Deveria ter ganho um Oscar.

Bonequinha de Luxo

Audrey Hepburn era o que poderíamos chamar de dama. Uma mulher incrível, linda, refinada e boa atriz. E esse filme é um clássico, quem nunca pensou em Breakfast at Tiffani's após ver esse filme lindo, comovente.

Ufa, que difícil.... agora vamos às músicas...

Moon River - Audrey Hepburn



Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda - Kid Abelha



Alma - Zélia Duncan



Cuide Bem do Seu Amor - Paralamas



Your Love Is King - Sade




Ain't No Montain High Enough - Marvin Gaye & Tammi Terrell



Somewhere Over The Rainbow - Israel Kamakawiwo'ole



Amor Prá Recomeçar - Frejat



Upside Down - Jack Johnson



Bubbly - Colbie Caillat



Foi difícil escolher 10 de cada, mas enfim consegui. Adorei, já estou me sentindo melhor....

Os pêssegos que viraram pão.


Nunca havia imaginado fazer pão com pêssegos, mas foi irresistível. Encontrei uma receita de Küchen de Nectarina em um livro que minha mãe me deu chamado "O Livro dos Pães". Estava olhando o meu presente, o qual ganhei há uns dois meses e não me aventurei a fazer nada dali. Aliás, tô meio parada esses dias, sei lá, está tudo tão comum, são raras as vezes que estou fazendo coisas diferentes, e esta é a época, Natal é inspirador, mas a preguiça anda maior. Vamos ver se me animo, a casa já está enfeitada e tal, mas ainda não entrei no clima. Mas voltando ao pão, não tinha nectarinas e nem marzipan, mas tinha pêssegos, então entrou em campo a tal da improvisação. Fiz o pão com os pêssegos cheirosos e doces, mas ainda faltou alguma coisa. A massa não ficou com gosto de massa doce, apesar de ter aumento a quantidade de açúcar e só não coloque mais por medo de dourar demais na hora de assar. Acho que a falta do marzipan também fez a diferença, já que daria aquele sabor característico de amêndoas. Mas a massa é muito boa, fofinha, macia e o pão ficou gostoso, só achei que faltou um toque de algo. Vou ter que fazer a versão original prá saber se dá diferença. Segue a versão original da receita com as minhas modificações.

Küchen de Nectarina e Marzipan (a minha versão - Küchen de Pêssegos e Passas)
(O Livro dos Pães - Sara Lewis)


Ingredientes:
(massa)
300g de farinha branca forte (usei farinha de trigo especial)
2 colheres (sopa) de manteiga
1/4 de colher (chá) de sal
25g (2 colheres sopa) de açúcar (usei o dobro)
1 colher (sopa) de leite em pó (não usei)
Casca de 1 limão ralada
3/4 de colher de chá de fermento biológico seco
1 ovo batido
150 ml de água (usei metade água e metade leite)
(cobertura)
125g de marzipan pronto, grosseiramente ralado (não usei)
500g de nectarinas maduras (usei pêssegos)
25g (2 colheres sopa) de manteiga derretida
2 colheres (sopa) de açúcar
50 g de uva passa demolhada em rum (adicionei)
(decoração) - não usei
Flocos de amêndoas torrados
Açúcar Refinado

Preparo: (MFP) - Coloque na forma com o batedor o leite com a água, o ovo, a casca de limão, o açúcar e 200g de farinha. Faça um furo no centro da farinha e coloque o fermento. Coloque para bater no ciclo amassar e verifique se precisa de mais farinha. Quando massa ficar com formato de bola, junte o sal, deixe bater para mistura e junte a manteiga. Espere o ciclo terminar e retire a massa da máquina. Coloque a massa em superfície levemente enfarinhada, retire o ar da massa e coloque me forma de torta de 28 cm de diâmetro, com fundo móvel, untada com manteiga.
Salpique o marzipan sobre a massa (pulei esta parte). Corte as nectarinas (no meu caso pêssegos) ao meio, retire o caroço, corte em fatias grossas e arrume sobre a massa. Deixe crescer, sem cobrir, em local quente (coloco um copo com água no microondas, esquento por 1 minuto e coloco a massa dentro do micro com o copo) e deixe crescer por 40 minutos ou até que a massa cresça novamente (dobrar de volume).
Pincele as frutas com manteiga, polvilhe com açúcar (e as passas) e asse em forno pré-aquecido 200º por 15 minutos. Cubra com papel alumínio e reduza temperatura do forno para 180º e asse por mais 35 a 40 minutos até que a base esteja assada por completo. Deixe descansar na forma por 10 minutos antes de desenformar. Decore a seguir.


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Bolinhos de arroz, minha versão assada.


Estava lendo o post da minha amiga Nana (Manga com Pimenta) sobre bolinhos de arroz, algo que acho que muitas pessoas conhecem e fazem. É uma coisa legal, porque podemos reaproveitar o arroz que sobrou e fazer algo diferente, já que esquentar arroz não faz com que ele fique, digamos, agradável. Os da minha avó eram imbatíveis, mas tem um detalhe que me impede de comer bolinhos de arroz: eles me dão dor de cabeça. Não sei, isso começou lá pelos 20 e poucos anos e até hoje se como mais de um (difícil não comer o segundo ou terceiro) a danada vem com tudo. Eu adoro esses bolinhos, mas além do problema da dor, há o fato da fritura, que não os torna os mais saudáveis. Então pensei cá com meus botões, "será que se eu assar dá certo?" E dá....
Que bom, esse posso comer sossegada, quer dizer, nem tanto, ele não deixa de ser calórico, só fica um pouco mais leve. Mas óbvio, a textura é diferente e o sabor muda um pouco, afinal essa é uma das funções da gordura, dar sabor ao alimento, então tem que ser bem temperado. A Helô que não gostou muito..."é, prefiro frito...", eu também, ora, mas antes esse que nenhum. Um amigo veio almoçar em casa e não comeu pensando que eram cookies, hahaha, vê se vou fazer cookies e colocar na mesa do almoço, que comédia...

Bolinhos de Arroz Assados

Ingredientes:
2 xícaras (chá) de arroz cozido
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado
1 ovo
1/4 xícara (chá) de leite
Sal, pimenta, salsa e cebolinha a gosto
1 colher (sobremesa) de shoyu
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (chá) de fermento químico
Farinha de trigo o quanto baste
Óleo para untar a forma
Farinha de trigo para polvilhar

Preparo: Misture todos os ingredientes, deixando por último a farinha de trigo. Vá colocando a farinha aos poucos, até dar o ponto (deve ficar como um creme firme, mas não duro, você deve conseguir pegar na colher e a massa deve escorregar dela, mas de uma vez só). Colocar às colheradas, com uma distância entre os bolinhos, na forma untada e enfarinhada e levar ao forno 180ºC, pré-aquecido, até ficar levemente dourado. Sirva a seguir.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Nem só de modernidades vive uma cozinha...

Comecei a organizar os armários de cozinha essa semana (ainda não acabei, por que fui inventar isso!!!), colocando coisas em uso, tirando outras, aquelas limpezas que fazemos no fim do ano.... sei lá se todo mundo faz isso, mas em casa era regra, mês de dezembro era a época de limpeza pro Natal. A minha avó fazia e botava a gente prá fazer uma super limpeza em casa, daquelas de mexer em guarda-roupa (inclusive arrastar o dito cujo prá limpar atrás), limpar paredes, nossa era um caos. E passávamos o mês limpando a casa, que trabalheira! Aí chegava o Natal e sujavam tudo em 2 dias. É o tipo de coisa que não dá prá entender mas, enfim, era tradição. Eu acabei herdando contra vontade esse raio dessa mania e faço a mesma coisa em casa, acho que acaba se relacionando com um desejo de renovação, de mudanças para o novo ano. O fato é: como guardamos coisas ao longo da vida... tantos papéis, cacarecos, é muita coisa. Vi uma vez uma pesquisa que dizia que cada pessoa possui, em média, 4000 objetos. Eu acho que só na cozinha tenho o dobro. Mas a boa surpresa da limpeza foi o reencontro com os antigos objetos de cozinha que acabaram vindo aqui para casa que eram da minha avó. Cada um deles me traz tantas lembranças....alguns ainda estão em uso, como o fatiador manual, faço muitas batatas chips até hoje com ele, imagina se fico usando processador para isso. Apesar de que este cortador causa aflição no meu marido. Cada vez que ele me vê pegando o dito cujo ele sai de perto e diz: "não quero nem olhar....", de medo que eu fatie meus dedos junto com as batatas. Mal sabe ele que tenho experiência com esse negócio, uso há anos, desde pequena....

Olha ele aí.... tão velhinho e tão bom...

Tem também o batedor de claras, esse eu não uso mais, mas me lembro de ter batido muita clara em neve com ele e de ter visto muita clara sair dele para os bolos deliciosos que minha avó fazia. Tinha uma cobertura que ela fazia e que a clara tinha que ficar muito firme, então dá-lhe batedor....

Este é o batedor, tá bem acabadinho....

E outra coisa que não uso, mas que está sempre comigo, é a carretilha para fazer pastel. Essa era muito utilizada, a minha vó sempre fazia pastel de massa caseira aberta no rolo para o Natal e Ano Novo, como eram bons! Ela passava a manhã de domingo fazendo pastel e nós roubando massa, recheio e o próprio fritinho na hora. Dona Rita ficava doida. E o restinho da massa que não dava mais para fazer pastéis ela cortava em vários pedacinhos, com a carretilha que também era usada para cortar os pastéis em formato de meia lua, e fritava os pedacinho, para ir comendo como aperitivo. Delícia.


Carretilha para pastel

Este foi o último objeto que encontrei, a colher de pau, hoje com má fama na cozinha por acumular bactérias e fungos, mas é uma lembrança que acho que seja muito presente para muitas pessoas. Quem nunca via a avó ou a mãe usando uma dessas? A minha avó tinha três, eu fiquei com esta pequenina, que ela usava para fazer cremes em pouca quantidade. A de bolo era grande, nem sei com quem ficou.


A pequena colher de pau

Depois desse reencontro, decidi dar um lugar de destaque para os meus "equipamentos" de cozinha, vou emoldurá-los e deixar na cozinha, como uma lembrança sempre presente da minha infância e dos anos bons que vivi. Esses objetos me trazem muitas recordações, cada um deles tem muita história prá contar e merecem ficar em lugar melhor que no fundo de uma gaveta.


quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A arte da culinária japonesa

Hoje vou deixar aqui três videos de dois mestres em culinária descendentes de japoneses e, para nosso orgulho, brasileiros: a Mari Hirata e o Jun Sakamoto, com toda sua delicadeza, simbologia e arte.
Para quem não sabe, Mari Hirata é descendente de japoneses, paulista e dá aulas de culinária brasileira no Japão.
Jun Sakamoto é um dos sushimen mais reconhecidos do Brasil. Apreciem essas duas aulas de dois conhecedores.
Meus agradecimentos a esse povo que trouxe mais arte, sabor e beleza para o nosso pais. Arigatô!
(créditos: Programa Mais Você)








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