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Fiquei sabendo do desafio do chá da tarde, promovido pelos blogs From our home to yours e Delishville através de um post da Akemi, fui ver do que se tratava e achei a idéia muito interessante. A cada mês um novo desafio relacionado ao chá da tarde, que é algo que gosto muito. O primeiro foi a bebida para o chá, o que prá mim complicou um pouco, não costumamos inovar nesta área, é sempre chá, leite, e no Brasil o café não pode faltar. Então fiquei pensando em algo quente (está bem frio ultimamente) e diferente. Foi quando tive aquele click, por que não misturar chocolate quente com coco? E foi o que fiz e batizei de Hot Choconut. É uma bebida com leite de coco, chocolate e coco ralado. Eu gostei muito do resultado, fica cremosa e com um sabor bem diferente. Esta será minha participação para o chá da tarde.

Hot Choconut
Ingredientes:
100 ml de leite de coco
350 ml de leite
50 g de chocolate meio amargo picado
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
3 colheres (sopa) de açúcar
Coco ralado para polvilhar
Preparo: Coloque em uma panela o leite e o leite de coco e leve ao fogo até levantar fervura. Abaixe o fogo e adicione o chocolate em pó e o açúcar. Mexa bem, desligue o fogo. Acrescente o chocolate meio amargo e mexa até que esteja derretido. Sirva em xícaras de chá ou canecas e polvilhe a bebida com coco ralado.
Rendimento: 2 porções
Meu marido compra aos finais de semana essa pão na padaria, porque ele adora, come quase sozinho. Aí dia desses, tomando café falei prá ele "preciso pegar a receita desse pão". É bom mesmo, está muito caro e às vezes não vem tão bom assim. Não é que na semana seguinte aparece na tv um rapaz fazendo a tal da Vanderléia? Imagina se não fiz no mesmo dia... ficou muito boa, melhor que a da padaria. A versão original é essa, do Rafael Barros, a minha foi modificada, pois fiz na máquina de fazer pão.
Vanderléia
Ingredientes:
(massa)
50g de fermento biológico fresco
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de óleo
6 colheres (sopa) de farinha de trigo
250 ml de leite
3 ovos
1/2 colher (café) de sal
500g de farinha de trigo
(cobertura)
100g de coco em flocos
250 ml de leite
100 g de açúcar
3 gemas
1 colher (sopa) de amido de milho
50g de leite condensado
(gel de brilho)
250 ml de água
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de amido de milho
2 colheres (sopa) de glucose
Essência de coco
Preparo: (massa) - Coloque todos os ingredientes no liquidificador (menos o sal e os 500g de farinha de trigo). Coloque essa mistura na MFP, acrescente a farinha (400g), coloque no ciclo amassar e vá acrescento o restante a medida que a massa pedir (na minha receita foi toda a farinha sem sobra). Retire da MFP ao fim do ciclo e abra a massa, corte em tiras, enrole as tiras e achate cada uma. Cubra com a cobertura. Asse em forno pré aquecido (170°C) até dourar (cerca de 15 a 20 minutos). Retire do forno e cubra com gel de brilho.
(cobertura) - leve o leite, o coco e o açúcar ao fogo até levantar fervura. Misture as gemas com o amido de milho. Colocar um pouco do leite fervente na mistura de gemas, mexer rapidamente e colocar na mistura de leite com açúcar e coco. Mexa até engrossar. Retire do fogo e junte o leite condensado. Coloque em uma travessa e deixe esfriar coberto com filme plástico em cima do creme.
(gel de brilho) - ferva a água com o açúcar, junte o amido misturado com um pouco de água e espere engrossar. Retire do fogo e junte a glucose e a essência. Utilize.
Este pão pode ser congelado por 30 dias.
Recebi este desafio da Bela (http://pratosdabela.blogspot.com/) e quero desde já agradecer a essa minha amiga blogueira tão especial. Beijokas Bela. O desafio consiste em responder a um pequeno questionário e enviar a mais blogs. Então vamos lá!
1- Um alimento que não gosto: jiló.
2- Nomear as três comidas preferidas: Lazanha, nhoque, pão, brigadeiro e pizza que eu amo. Não dá prá colocar só três.
3- A minha receita preferida: qualquer receita de pão
4- A minha bebida favorita: Vinho e Fanta Uva
5- O prato que sonho fazer: Gateau Saint Honoré e ultimamente pão sourdough
6- A minha melhor recordação de culinária: a primeira vez que fiz uma torta de palmito para o meu marido, na época namorado. Foi a primeira vez que cozinhei para alguém em especial e especial... que meigo isso, rs
Agora enviar para seis outros blogs, mas eu vou enviar para 5 apenas (um dos blogs tem 2 pessoas):
Nana: http://mangacompimenta.blogspot.com/
Lu e Dri: http://rosmarinoeprezzemolo.blogspot.com/
Filipa: http://receitasdafilipa.blogspot.com/
Monica: http://pratos-e-travessas.blogspot.com/
Nat:http://nutricaocomsabor.blogspot.com/
Esta foi a sobremesa que fiz no domingo, afinal almoço de domingo merece uma sobremesa especial. Só que a correria foi tamanha que almoçamos e saímos e só provamos essa delícia no jantar. A receita é deste site, de uma culinarista chamada Ana Maria Santão, mas eu modifiquei algumas coisinhas.
Pavê de Chocolate Branco com Morangos
Ingredientes:
(creme)
600 ml de leite
2 gemas
3 colheres (sopa) de amido de milho
100 ml de creme de leite uht
1/2 lata de leite condensado
1 barra (180g) de chocolate branco
(calda de morangos)
300g de morangos
4 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro
4 colheres (sopa) de rum
(montagem)
2 bolos prontos pequenos
300g de creme de leite fresco batido em chantilly
Preparo: (calda de morangos) - Reserve alguns morangos para decoração. Depois de limpos, amasse os morangos com um garfo e coloque em uma panela pequena. Junte o açúcar de confeiteiro e deixe ferver. Assim que ferver e o açúcar estiver dissolvido, desligue o fogo e coloque o rum. Espere esfriar.
(creme) - Ferva o leite junto com o leite condensado. Misture as gemas com o amido de milho. Coloque um pouco do leite sobre a mistura de gemas e mexa rapidamente. Coloque esta mistura no leite fervente e mexa até engrossar. Desligue o fogo e junte o chocolate picado, mexendo até derreter. Junte o creme de leite e utilize.
(montagem) - Pegue um dos bolos e esfarele sobre um refratário ou travessa de vidro. Cubra este bolo com metade da calda de morango e metade do creme branco. Repita a operação (bolo, calda e creme). Leve para gelar coberto com filme plástico encostado no creme. Decore depois de frio com o chantilly.
Devo dizer que, depois da última experiência (mal sucedida) com casquinhas de laranja, estava com certo receio em tentar novamente, mas a teimosia me impede de ficar quieta, e lá fui eu. Pedi para o marido guardar as cascas de laranja hoje após ter feito o suco e ele já me olhou com aquela cara de "vai dar errado". Mas guardou - as mesmo assim. O tempo hoje estava muito bom, estamos quase sufocados de tão seco que o ar está, há dias não chove em São Paulo, o que é bom para o doce e muito ruim para o aparelho respiratório. Bem, após o almoço, me coloquei a cortar cascas de laranja, fiz tudo como da outra vez e dessa, (ufa), deu certo. As casquinhas cristalizaram e ficaram como eu queria. A receita vem abaixo, e é da Luzinete Veiga. O bom dessa receita é que é muito fácil e rápida. O detalhe fica por conta do tempo, que não pode estar chuvoso ou úmido. O outro segredo é que o doce deve ficar muito seco ainda na panela.
Casquinhas de Laranja Cristalizadas
Ingredientes:
Cascas de 12 laranjas, fatiadas em tirinhas
Água o suficiente para aferventar as cascas
2 xícaras (chá) de açúcar
11/2 xícara (chá) de água
Preparo: Coloque as tirinhas de cascas de laranja em uma panela grande e cubra-as com água. Le ve ao fogo alto e quando abrir fervura escorras as cascas. Coloque as cascas novamente na panela, cubra com água e leve ao fogo novamente. Escorra e repita o processo mais duas vezes.
Coloque as cascas em uma panela grande com a água e o açúcar. Mexa até a calda secar e cristalizar. As cascas tem que ficar sem nenhuma calda, faça o teste apertando o doce contra a lateral da panela, se ainda estivar com calda não está no ponto. Quando estiver bem seco, coloque sobre um mármore ou superfície coberta com papel-manteiga e mexa até esfriar. Guarde em potes bem fechados. As casquinhas duram três meses.
Engraçado alguém ficar feliz com algo tão simples quanto macarrão. Prá entender o porque disso, vou ter que contar uma historinha. Há muitos anos atrás, quando eu estava casadinha de nova (era assim que o povo dizia antigamente?) eu vi uma pessoa fazendo macarrão na tv. Nesta época os produtos italianos estavam ganhando espaço no Brasil, não era tão comum quanto é hoje encontrar massa de grano duro, quanto mais farinha italiana. As nossas farinhas não eram das melhores, acho, ou eu não sabia comprar farinha, apesar de já cozinhar ainda tinha uma relação não tão próxima da cozinha. Fazia o básico, me virava tranquilamente com o trivial. Mas nada tão profundo quanto a massa do macarrão. Parece até brincadeira, mas há ciência nisto. A escolha da farinha certa, o tamanho do ovo, o ponto, ah o ponto... isso pode acabar com a relação entre o cozinheiro e o alimento. E foi o que aconteceu comigo. Estava assistindo ao programa, a pessoa passou uma receita que não tinha nada de mais: juntar farinha, ovo, óleo, sal e amassar. Juntei tudo, amassei, estiquei e... não deu em nada. Horas gastas para fazer o almoço de domingo para o marido jogadas no lixo. Eu não sei até hoje o que aconteceu, se a farinha não era boa, se eu errei na medida, se a receita não foi das melhores, se errei o ponto, 0 que sei é que depois de aberta e cortada, fiz os ninhos de massa e ficou tudo grudado como uma argola enorme. Lembro que joguei na água quente prá tentar salvar alguma coisa e só piorou. Joguei tudo fora e fiz macarrão de pacote. Mas ficou aquela frustração, o que teria feito errado? O almoço perdeu um pouco do seu sabor. E eu nunca mais me arrisquei a fazer massa para macarrão. Comprei inúmeras revistas sobre o assunto, mas não me animava, pensava comigo: "vai que faço besteira de novo?". O assunto caiu no esquecimento. Aí vi várias vezes o meu muso inspirador na cozinha, Sir Jamie Oliver, fazendo macarrão como um alucinado. E era tudo tão fácil, farinha e ovo, misturar, verificar ponto, abrir a massa, cozinhar, fim. Me armei de coragem e disse, lá vou eu. Como já fiz várias receitas dele, fui na confiança. Ainda me atrevi a misturar farinhas. E, voilá, primeira etapa, ok. Cozinhei a "pasta". Nada de unidos venceremos. Segunda etapa, ok. Só faltava provar e, radiante de felicidade, perceber que fazer macarrão em casa é prazeroso de todas as formas. O sabor todo especial, muito diferente daquilo que comemos quando compramos a massa seca. A massa absorve o molho, fica muito bom mesmo. Só preciso aprimorar a técnica agora, achei que a massa poderia ter ficado mais fina e poderia cozinhar um pouquinho a mais. Mas nem isso tira o brilho da alegria de comer macarrão feito em casa, em plena sexta feira.
Tagliatelle Feito à Mão
Ingredientes:
(para 4 pessoas)
4 ovos
400g de farinha de trigo (use farinha de boa qualidade, eu usei metade de farinha de trigo e metade de farinha de trigo integral)
Preparo: Quando vi o Jamie fazendo, ele usou um processador. Colocou a medida de ovos e farinha e ligou. Foi verificando o ponto, que deve ficar como uma farofa grossa. Se precisar, colocar farinha aos poucos. Aí jogou na bancada, agregou tudo amassando e abriu com cilindro. Eu fiz a minha à mão, misturando e agregando em uma travessa. Quando estava razoavelmente misturado, joguei sobre a mesa e misturei até formar uma massa homogênea. Abri com o bom e velho rolo de macarrão, sempre polvilhando a bancada com farinha. Dividi a massa aberta em duas, enrolei como rocambole e cortei. Joguei um pouco de farinha na mesa, abri as fitinhas e misturei com a farinha para evitar que grudassem. Polvilhei mais um pouco de farinha ao final do processo. Cozinhar em água com sal ( 1 litro para cada 100 g de massa). Coloquei 3 colheres (sopa) rasa de sal. Cozinhei por 4 minutos, mas acho que ficaria melhor com 6 minutos.
O molho eu fiz assim:
2 colheres (sopa) de azeite
500g de patinho moído
1/2 cebola grande, picada
1 dente de alho, picado
1/2 pimentão vermelho, picado
1 cenoura, ralada no ralo grosso
1/2 colher (sopa) de aceto balsâmico
1 vidro de passata italiana (eu usei esta)
3/4 da medida do vidro de água.
Temperos a gosto ( sal, canela, orégano e pimenta do reino) Preparo: Coloque o azeite numa panela de pressão, de preferência com anti-aderente. Coloque a carne e refogue até que esteja soltinha e cozida. Junte a cebola, o alho, o pimentão, a cenoura, o aceto balsâmico e mexa por 3 minutos. Adicione os temperos, a passata e a água. Mexa bem, feche a panela de pressão e cozinhe por 20 minutos, após pegar pressão. Retire do fogo, deixe perder a pressão e utilize.
Hora do jantar chegando e eu sem a menor vontade de fazer o de sempre, mesmo porque já havia comido o de sempre na hora do almoço. O bom e velho arroz e feijão, frango e mandioca frita e salada de alface. Sobrou um pouco de frango por fazer, fritura à noite, não, além da bagunça ainda pesado, difícil digestão. Definitivamente não ia dar. Estava com vontade de fazer há algum tempo a sopinha de abóbora que vi no programa do Jamie. Mas sopa de abóbora aqui em casa, não ia dar certo. Estava com tudo na geladeira, mas tinha que pensar em outra coisa para os outros integrantes desta família, que já estavam naquela "e aí, a comida vai sair?". Andei procurando por sites aqui e ali e achei o que eu queria: um arroz diferente, da Claudia - Comida & Bebida. Olhei, faltavam ingredientes, mas dava para improvisar. Feito, franguinho no forno, arroz rapidinho e a minha sopa, maravilhosa, quente e acolhedora. E que cor linda! Prá não dizer que fiz tudo com receitas emprestadas, o tempero do frango e os croutons eram meus. Todos satisfeitos, jantar feliz!
Arroz de Forno com Abobrinhas e Cobertura de Farofa Crocante (adaptado - Claudia - Comida & Bebida)
Ingredientes:
3 xícaras (chá) de arroz cozido
1 caixinha (200m) de creme de leite uht
1 colher (sopa) de parmesão ralado
(refogado de abobrinhas)
1 colher (sopa) de azeite
1 dente de alho, amassado
1 abobrinha cortada em cubos
2 tomates, picados
Sal a gosto
(farofa crocante)
11/2 xícara (chá) de pão francês amanhecido, ralado
1 ramo de alecrim
2 colheres (sopa) de azeite
1 dente se alho, picado
Sal a gosto
Preparo:(farofa) - Aqueça uma frigideira anti-aderente média e coloque o azeite para esquentar. Em seguda, coloque o alho e as folhas de alecrim. Deixe por 1 minuto, junte o pão e frite por mais 2 minutos, mexendo sempre (até ficar com um tom levemente dourado). Reserve
(refogado de abobrinhas) - Coloque em uma panela o azeite para aquecer, junte o alho e refogue até murchar. Junte a abobrinha e o tomate, refogue por 5 a10 minutos, retirando com a abobrinha "al dente". Temper com sal e reserve.
(montagem) - Misture o refogado de abobrinhas , o creme de leite e o parmesão ao arroz. Coloque em um refratário, cubra coma farofa crocante e leve ao forno pré-aquecido (200°C) por 15 minutos ou até aquecer o arroz. Sirva a seguir.
Sopa de Abóbora do Jamie
Ingredientes:(meia receita)
1 1/2 Kg de abóbora moranga com casca (usei cabochã e seca sem casca)
1 cenoura
1 dente de alho amassado
1 talo de aipo picado grosseiramente (usei 1/2 alho poró)
1 cebola roxa, picada (usei 1 cebola branca)
1/2 colher (sopa) de azeite (usei 1 colher (sopa))
Alecrim, sal e pimenta a gosto
1 litro de caldo de frango (eu tinha só 1/2 litro, completei o restante com água do cozimento da mandioca, que sempre tenho em casa congelado e 1 cubo de caldo de galinha light)
(crouton) - 11/2 pão francês amanhecido cortado em cubos, 1 colher (chá) de orégano, 1 dente de alho picado, 3 colheres (sopa) de azeite.
Preparo: Cortar a abóbora em pedaços grandes. Tirar a casca (caso não seja moranga). Colocar o azeite na panela de pressão, juntar a cebola e o aipo (no meu caso alho poró). Juntar a cenoura, o alho, a abóbora, o alecrim, o sal e a pimenta (coloquei também o cubo de caldo de galinha nesta hora). Juntar o caldo e fechar a panela de pressão. Deixar 6 minutos após pegar pressão. Retirar do fogo, deixar sair a pressão e bater no liquidificador. Servir com croutons.
(croutons) - Levar o azeite para aquecer em uma frigideira. Juntar o alho e fritar um pouco. Colocar o orégano e o pão e ir mexendo até que os cubos de pão dourem. Não deixar o alho fritar demais, para não ficar amargo.
Andando por aqui e ali, durante este quase 1 mês de blog, tenho visto muitas receitas utilizando chás japoneses. Matcha, sincha, bancha, chá verde, chá branco, são tantos tipos que acabou causando alguma confusão por aqui. Não sabia o que era o que, prá que servia, quais os benefícios. Pensando na minha confusão e que outros podem estar passando pelo mesmo problema, decidi pesquisar e escrever um pouco sobre o assunto. Não tenho a pretensão de fazer um tratado científico, só mesmo tentar conhecer um pouco mais deste mundo ainda desconhecido para os ocidentais.
Para começar a falar de chá, é preciso saber de onde vem. Os chás são produzidos a partir de folhas de uma planta chamada Camellia sinensis (em latim, significa camélia da china). Originalmente recebeu o nome de Thea sinensis, que caiu em desuso após a verificação que este tipo de vegetal era muito semelhante aos vegetais da família das camélias. Então o nome da planta foi modificado, colocando no lugar de Thea, Camellia, que é o nome da família deste vegetal. A planta é uma árvore que pode chegar a 15 metros de altura, e é nativa das florestas do nordeste da Índia e sul da China.
Na verdade, o chá é a infusão das folhas desta planta.
Os chás produzidos a partir da Camellia sinensis recebem classificações diferentes devido aos diferentes modos de processamento a que são submetidos. A partir do momento em que as folhas da Camellia são colhidas, rapidamente começam a oxidar. As moléculas de clorofila vão se quebrando e as folhas vão escurecendo. A intenção é parar esse processo de oxidação para a obtenção dos diferentes tipos. Vale lembrar que a palavra usada neste processo é fermentação, mas na verdade a fermentação é a transformação através de microorganismos, o que de fato não acontece com as folhas de Camélia sinensis. A partir daí, os métodos de produção transformam as folhas em quatro tipos principais:
Chá Branco: folhas retiradas do arbusto quando este está com flores em botão, não sofrem o efeito da oxidação. Possui sabor mais suaves que os outros tipos, é considerado refrescante. Possui propriedades que colaboram com o retardo do envelhecimento (graças ao tanino presente em suas folhas), possui cafeína e é considerado auxiliar na redução de peso, por acelerar o metabolismo. Também há estudos de sua ação como anticancerígeno, diminuição das taxas de LDL (colesterol ruim)
Chá Verde: entra em oxidação, mas esta e suspensa pelo método de aplicação de calor úmido (vapor) - método tradicional japonês ou em bandejas quentes (método tradicional chinês). Possui cafeína, tem um sabor levemente amargo e basicamente as mesmas propriedades do chá branco.
Chá Oolong: de oxidação média, seu sabor, segundo especialistas, está entre o chá verde e o chá preto. Possui também menos cafeína que o chá preto e mais que o chá verde.
Chá Preto: também conhecido como chá vermelho (tradução do chinês), as suas folhas são colhidas e passam horas secando e submetidas o oxidação. A perda de água e a exposição ao oxigênio fazem com que a cor das folhas mude, o que remete à origem do seu nome.É o mais consumido no mundo e o que possui maior concentração de cafeína.
Outras Classificações:
Chá de plantação coberta: também conhecidos como Tencha, são chás produzidos em plantações parcialmente cobertas do sol. Estão nesta classificação o Giokuro (enrolado e processado - considerado o mais nobre dentre os chá de folhas enroladas), Matcha (produzido a partir de tencha triturado) e o Kikucha (feito com folhas e galhos restantes da colheita do giokuro, tostado a seco sob fogo).
Chá de plantação descoberta: feitos a partir daquilo que sobrou da colheita, com exposição solar. São de preparo mais fácil e muito consumidos. Estão entre esses o Sencha (enrolado e processado - quando de primeira colheita é conhecido como sincha - novo chá ), Bancha (é o sencha colhido entre o verão e o outono, com sabor característico, possui menor quantidade de cafeína que outras variedades), Genmaicha (mistura de chá com arroz torrado), Hojicha (produzido a partir da mistura entre bancha e sencha ou kukicha, torrados)
Outros tipos:
Pu-ehr - chá oxidado, fermentado (ação de bactérias) e envelhecido.
Chá amarelo: chá processado como o chá verde, com um tempo mais curto de secagem. Considerado um chá nobre.
Curiosidades:
Segundo a história o hábito de tomar chá surgiu por acidente, quando o imperador chinês Shen Nong , após um acidente que sofreu realizando um experimento, o que lhe causou uma intoxicação gatrointestinal, derrubou sem querer plantas sobre uma xícara de água fervente. O aroma vindo da xícara chamou sua atenção e ele acabou bebendo a mistura. E se curou da enfermidade provocada pelo experimento.
O hábito tão enraizado na cultura inglesa de tomar chá surgiu com uma portuguesa. Catarina de Bragança, filha de D. João VI, casou-se com Carlos II, inglês, e levou com ela uma arca de chás chineses, iniciando, desta forma, o consumo na corte inglesa.
Dica de preparo do chá verde:
Leve a água ao fogo e desligue antes da água ferver;
Coloque a água sobre as folhas (em bule ou caneca) e tampe por alguns minutos (costumo deixar 3 minutos)
O melhor é tomar o chá verde sem adoçar, se for adoçar, use mel (1 colher chá) ou açúcar mascavo, mais naturais.
Cada um tem a sua proporção de chá verde, eu uso 1 a 2 colheres (chá) das folhas para 250 ml de água.
O melhor mesmo é usar as folhas de chá e evitar os chás de saquinho.
Fontes de pesquisa:
http://pt.wikipedia.org
http://revistavivasaude.uol.com.br
http://www.linhabioslim.com.br
http://cha.web.simplesnet.pt