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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mega almoço com sotaque paulista

Já faz algumas semanas que me aventurei a fazer esse almoção, foi em um domingo que estava frio e com uma chuva que não parava (muito parecido com o último final de semana). Aí me deu aquela vontade de fazer um Virado à Paulista, para quem conhece sabe que este prato é tradicional em São Paulo, normalmente servidos em restaurantes que fazem PF (prato feito) às segundas-feiras. Mas haja coragem prá fazer, afinal não tem nada difícil, mas são muitas coisinhas que temos que fazer para que fique com cara de virado de verdade. O prato é composto por várias porções de alimentos: couve refogada, tutu de feijão, arroz, bistequinha, ovo frito, banana à milanesa e por minha conta porque eu adoro, batata doce frita. Historicamente esta delícia nasceu com os tropeiros, que passavam dias viajando e precisavam levar alimentos que não estragassem com facilidade.

A receita não tem muito segredo, arroz branco tradicional, banana à milanesa, passada no ovo e farinha de rosca e frita (só que a banana não pode estar muito madura, tem que estar firme), ovo frito, bisteca temperada com sal, alho, pimenta, limão e um nada de alecrim e frita, couve picada bem fininha, refogada com alho e azeite e pouco sal e a estrela do virado, "o tutu".
Existem variações do tutu, o que eu fiz foi o mineiro, com farinha de mandioca, segue a receita:


Tutu de feijão

(retirada da revista Cozinha Brasielira, edição especial da Claudia Cozinha)


Ingredientes:

1/2 xícara (chá) de farinha de mandioca torrada
1/2 colher (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de óleo 50 g de bacon (acrescentei)
500g de feijão roxinho (na falta usei o carioquinha mesmo)
2 dentes de alho picados

Sal, pimenta e salsinha picada à gosto

Preparo:
Deixe o feijão de molho de véspera. Coloque o feijão numa panela com água 3cm acima do feijão. Leve ao fogo, tampe e cozinhe em fogo baixo até os grão ficarem macios (eu usei a boa e velha, vlha mesmo, panela de pressão). Escorra e amasse com socador (para facilitar bati no liquidificador com um pouco de água).
Frite o bacon no óleo até ficar torradinho, reserve o bacon e utilize a gordura que sobrou para fritar o alho e juntar o açúcar. Quando o açúcar começar a dourar, junte a pimenta do reino, o feijão, tempere com sal e junte a farinha de mandioca. Mexa até soltar do fundo da panela. Coloque em travessa e enfeita com o bacon reservado e a salsinha picada.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Bolinhos de arroz, minha versão assada.


Estava lendo o post da minha amiga Nana (Manga com Pimenta) sobre bolinhos de arroz, algo que acho que muitas pessoas conhecem e fazem. É uma coisa legal, porque podemos reaproveitar o arroz que sobrou e fazer algo diferente, já que esquentar arroz não faz com que ele fique, digamos, agradável. Os da minha avó eram imbatíveis, mas tem um detalhe que me impede de comer bolinhos de arroz: eles me dão dor de cabeça. Não sei, isso começou lá pelos 20 e poucos anos e até hoje se como mais de um (difícil não comer o segundo ou terceiro) a danada vem com tudo. Eu adoro esses bolinhos, mas além do problema da dor, há o fato da fritura, que não os torna os mais saudáveis. Então pensei cá com meus botões, "será que se eu assar dá certo?" E dá....
Que bom, esse posso comer sossegada, quer dizer, nem tanto, ele não deixa de ser calórico, só fica um pouco mais leve. Mas óbvio, a textura é diferente e o sabor muda um pouco, afinal essa é uma das funções da gordura, dar sabor ao alimento, então tem que ser bem temperado. A Helô que não gostou muito..."é, prefiro frito...", eu também, ora, mas antes esse que nenhum. Um amigo veio almoçar em casa e não comeu pensando que eram cookies, hahaha, vê se vou fazer cookies e colocar na mesa do almoço, que comédia...

Bolinhos de Arroz Assados

Ingredientes:
2 xícaras (chá) de arroz cozido
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado
1 ovo
1/4 xícara (chá) de leite
Sal, pimenta, salsa e cebolinha a gosto
1 colher (sobremesa) de shoyu
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (chá) de fermento químico
Farinha de trigo o quanto baste
Óleo para untar a forma
Farinha de trigo para polvilhar

Preparo: Misture todos os ingredientes, deixando por último a farinha de trigo. Vá colocando a farinha aos poucos, até dar o ponto (deve ficar como um creme firme, mas não duro, você deve conseguir pegar na colher e a massa deve escorregar dela, mas de uma vez só). Colocar às colheradas, com uma distância entre os bolinhos, na forma untada e enfarinhada e levar ao forno 180ºC, pré-aquecido, até ficar levemente dourado. Sirva a seguir.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O chuchu que eu mais gosto.

É engraçado como as coisas que minha avó fazia são lembranças recorrentes na minha cozinha. Está receita era dela, nunca vi ninguém fazer e ela chamava de suflê de chuchu. Não me perguntem porque, eu sei que souflé é algo diferente, esta receita está mais para um creme, mas independente do nome é o jeito que mais gosto de comer chuchu. Faço como acompanhamento de arroz, feijão e bife e adoro! Pena que é outra daquelas que eu como sozinha, então tenho que usar 1 chuchu.

Suflê de Chuchu (ou creme, se preferir)
Ingredientes:
2 chuchus, sem casca, cortado em pedaços e cozidos
1 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de azeite
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho, picado
1 colher (sopa) de amido de milho
Sal, pimenta do reino e cheiro verde à gosto.

Preparo: Bata no liquidificador o chuchu com o leite e o amido, até ficar homogêneo. Frite a cebola e o alho no azeite, junte a mistura do liquidificador e mexa até engrossar. Tempere com sal, pimenta e cheiro verde à gosto. Sirva quente como acompanhamento.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Grão de bico é muito bom....

Adoro grão de bico, mas é uma coisa que faço pouco, não é um dos preferidos aqui em casa. Ultimamente a minha filha está gostando, achei até estranho, ela sempre fazia cara feia quando eu fazia, mas gostos mudam. Eu acho bom, é uma a mais prá se entusiasmar. Essa receita é meio da minha avó e meio da minha mãe, minha avó colocava costelinha de porco salgada (que eu não gosto) e minha mãe coloca batatas (essas eu amo), então ficou ao meu gosto, é um ensopado com várias coisas dentro, e fica muito gostoso e perfumado.
Ideal para dias frios, como até sem nada, mas em casa era consumido com arroz, no lugar do feijão.

Ensopado de Grão de Bico


Ingredientes:

250g de grão de bico cozido em 1,5 L de água (utilizar a água do cozimento)
50g de bacon
1 cebola picada
1 dente de alho amassado
1 tomate picado
3 batatas médias cortadas ao meio e cada metade em 3 partes
1 cenoura grande em rodelas
1 folha de louro
1 cubo de caldo de bacon
Sal e pimenta a gosto
Salsa e cebolonha picadas a gosto (opcional)

Preparo: Fritar o bacon na sua gordura até que fique bem dourado. Acrescente o alho, frite rapidamente e junte a cebola. Refogue até murchar. Junte o tomate, espere desmanchar. Acrescente as batatas, a cenoura, o louro e o cubo de caldo e refogue por 2 a 3 minutos. Junte o grão de bico com parte do caldo e deixe cozinhar até que os legumes amoleçam e o caldo engrosse (fica quase sem caldo). Acrescente mais água do cozimento se necessário para que os legumes cozinhem. Tempere com sal e pimenta a gosto e ao final acrescente a salsa e cebolinha picadas.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Polenta em Camadas


Esta é a minha participação para o desafio do Quattro Ragazze Brasiliane Nella Cucina Italiana, uma polenta bem comum, mas muito gostosa, ideal para dias frios, apesar que polenta prá mim não tem dia. A minha avó fazia polenta com molho de carne, eu fiz algumas mudanças, intercalei o molho com camadas de polenta e fatias de mussarela. Fica ótima acompanhada por rúcula bem fresquinha (dica da Mere).

Polenta em Camadas

Ingredientes:
(polenta)
2 xícaras (chá) de flocos de milho pré-cozidos
3 xícaras (chá) de água fria
2 xícaras (chá) de leite frio
1 dente de alho picado
1 colher (sopa) de azeite
1pitada de pimenta do reino
Sal a gosto
1 colher (sopa) de orégano
(molho de carne)
250g de patinho moído
1/2 cebola grande, picada
1 dente de alho, picado
1 Kg de tomates (tipo italiano), sem sementes, batidos no liquidificador
1/2 pimentão vermelho, picado
1 cenoura, ralada no ralo grosso
1/2 taça de vinho tinto seco (cerca de 80 ml)
Temperos a gosto (usei manjericão, tomilho, cheiro verde, sal, pimenta, e orégano).
(outros ingredientes)
300g de mussarela fatiada
50g de parmesão ralado no ralo grosso

Preparo: (molho de carne) - Comece com os tomates: para retirar as sementes, abra o tomate ao meio e esprema as metades. Nunca lave o tomate para retirar a semente, o sabor vai embora junto com a água. Pique os tomates e coloque no liquidificador. Reserve.
Feito isso, coloque o azeite numa panela, de preferência com anti-aderente. Panela de alumínio e o tomates não combinam. Coloque a carne e refogue até que esteja soltinha e cozida. Junte a cebola, o alho, o pimentão, a cenoura, o vinho e mexa por 3 minutos. Adicione os temperos e os tomates batidos. Mexa bem, tampe a panela e leva ao fogo baixo para que o molho reduza e perca a acidez. Esse processo pode levar cerca de 1 hora em fogo baixo. Vá mexendo e verificando o molho para que não queime. Verifique sal e pimenta. Estará pronto quando estiver com aspecto encorpado e não sentir acidez. Se necessário, junte um pouco de água para que cozinhe sem queimar. Reserve

(polenta) - Frite o alho no azeite e acrescente o leite e a água. Junte a farinha de milho e os demais ingredientes e mexa em fogo médio até engrossar. Assim que engrossar cozinhe por mais 5 minutos. Utilize.
(montagem) - Em um refratário untado com azeite coloque camadas da seguinte forma: polenta, molho e mussarela e vá intercalando até terminar a polenta. Finalize com molho e parmesão ralado. Leve ao forno 180ºC, pré-aquecido, por 15 minutos ou até gratinar o queijo. Consumir imediatamente.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Comida e música, desafio gostoso esse! Com Eine Kleine Nachtmusik, embalando as manhãs de domingo.

Mais uma vez foi bisbilhotando no blog da Akemi (vou muito lá sabe, tem tanta coisa boa...) que descobri essa idéia incrível da Simone Izumi, do Chocolatria. Achei brilhante e decidi participar. Eu sempre cozinho ouvindo música, é inspirador. Lendo o post da Akemi lembrei da músicas que eu ouvia nos anos 80. Época boa, mas como era difícil de conseguir uma música. Hoje é tudo tão fácil, é só escutar a música e ela já está no computador, no pen drive, no mp3. Quando eu era adolescente era difícil. Os famosos LP´s eram caros, eu só ganhava os meus de presente de natal. Foi assim que consegui a minha coleção do Duran Duran e do A-Ha, ficava ansiosa prá ganhar logo as bolachas e quase as furava quando estavam em minhas mãos, de tanto ouvir. O único disco que não consegui ganhar na época foi o The Police, o qual comprei em CD depois.
Mas eu precisava ouvir as música nos outros dias do ano, antes de ganhar os discos, e eu comprava fitas K7 virgens e começava a minha pirataria. Ficava como uma alucinada ao lado do velho rádio gravador da minha mãe (era um super aparelho na época...rs), esperando a música tocar, com a fita já no ponto, com o "pause" apertado (era só soltar e começava a gravar) e quase tinha um acesso de raiva com aquelas vinhetas horrorosas no meio da música. Acabavam com a minha gravação...rs
As músicas que fiquei mais contente quando consegui ter em disco são Matter of Feeling, do Duran Duran e Hunting High and Low, do A-Ha. Adoro essas músicas até hoje.
Mas depois de contar toda essa história devo dizer que as músicas que me fazem lembrar o prato escolhido estão muito longe dessas, aliás séculos longe... o prato que escolhi foi carne de panela com batatas coradas, uma das especialidades da vó, que fazia aos domingos prá acompanhar a macarronada. Ela começava a cozinhar cedo, afinal comida de nona demora prá ser feita, tem todo um ritual. A carne era temperada de véspera, ficava horas cozinhando no fogo baixo até ficar macia e junto estava o molho de macarrão (horas reduzindo). E enquanto isso acontecia a minha mãe colocava os seus discos de música erudita. Eu confesso que muitas vezes poderia ter um ataque, queria escutar as minhas músicas ou ver tv e mamãe estava lá, ouvindo Vivaldi e Mozart, dançando e cantarolando ao som dos disquinhos antigos. Existiam uns pesados, pareciam de ferro, credo que velharia! Ela ainda faz isso hoje e quem sofre é a minha filha..hahaha. Mas eu aprendi a gostar deste tipo de música e escuto de vez em quando, apesar de que quando isso acontece só faltam me bater (meio que como eu fazia com a minha mãe). Já falei do prato escolhido, agora deixo a música, na verdade as músicas, a primeira eu escolhi porque gosto dela e é de Mozart (esse é o cara!), Eine Kleine Nachtmusik e a outra é um tango que era um dos preferidos da vó, La Cumparsita (os tangos também apareciam em casa nas manhãs de domingo, ai...)

Carne de Panela Com Batatas Coradas
(Versão da Minha Avó, com minhas alterações)

Ingredientes:
1,5 Kg de coxão mole ou lagarto em peça
Sal, pimenta-do-reino, vinagre de vinho tinto (meia xícara chá) e alho para temperar
Óleo para fritar a carne
1 kg de batatas descascadas e cruas
Água o suficiente para o cozimento

Preparo: Temperar a carne de véspera, faça furos com a faca na peça de carne para que o tempero penetre. Deixe na geladeira temperado até o dia seguinte (colocar em um saco plástico com o tempero, para que esse envolva a carne). No dia seguinte, coloque de 3 a 4 colheres (sopa) de óleo em uma panela grande e frite bem a carne de todos os lados, ela deve ficar bem dourada, com a cor forte, isso é importante para que as batatas peguem essa cor depois. Acrescente o tempero na panela e coloque água até a metade da carne, espere ferver e abaixe o fogo. Mantenha uma chaleira com água quente e vá pingando está água na carne, conforme for secando. A carne também deve ser virada, para que cozinhe por igual. Esse processo pode acontecer entre 2 e três horas. Quando a carne estiver cozida, acrescente mais água, se necessário, junte as batatas e deixe até que as batatas fique cozidas e morenas e o caldo seque.

Minhas Dicas:
Quando estou com pressa, faço com bifes ou com a peça de carne na panela de pressão, após dourá-la. Deixo os bifes 10 minutos após pegar pressão e a carne entre 40 a 50 minutos. Espere sair a pressão da panela e teste, se estiver dura, deixe mais um pouco. A carne cozida lentamente fica bem mais gostosa, mas desse jeito quebra o galho.

Eu coloco shoyu no tempero da carne. Se fizer assim, cuidado com o sal.
Dá para substituir o sal por cubinhos de caldo pronto, existem uns com menos sal, com sabores diferentes, só experimentando prá saber qual combina com o gosto de cada um
Se a carne não ficar dourada como deveria, acrescente até 1 colher (sopa) de açúcar mascavo enquanto estiver fritando a carne, ajuda a dar cor, assim como o shoyu.
Cuidado com o cozimento das batatas, devem ficar inteiras, se cozinhar demais as elas começam a quebrar e o prato não fica tão bonito.
O sal e o vinagre podem ser colocados fora do tempero, depois que dourar a carne, pois eles acabam desidratando a mesma, mas a minha avó fazia desse jeito e sempre deu certo, então faço assim também.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Pudim de pão da minha avó - jeito gostoso de reaproveitar o pão que sobrou.


Mais uma participação para a semana do aproveitamento integral dos alimentos do blog Sabor, com um pudim de pão simples e delicioso. Essa é uma das receitas da minha avó que eu mais gostava. Quantas vezes a vó não guardava o pão que sobrava em casa. Aí juntava todos e fazia pudim de pão. Devo confessar que o meu não fica idêntico ao dela, em parte porque eu coloco coisas que ela não colocava, faço a base igual e vou acrescentando coisas. E tem também aquela coisa, esta receita não tinha receita, minha avó fazia "a olho", colocava os pães, o leite para demolhar o pão, na quantidade que ela achava que estava boa, e ia juntando os ingredientes, até ficar no ponto que ela queria. Eu também faço assim, mas tive que adaptar para poder colocar essa delícia aqui. Para quem está acostumado com pudim com calda, esqueçam. A minha avó nunca fez esse pudim com calda, pelo menos que eu me lembre. Mas ela colocava bananas, açúcar e canela por cima. Ele assava, o açúcar caramelava e ficava aquela calda de própria fruta por cima. Muitas vezes ela fazia até sem nada, ficava como um bolo. Como era bom o pudim de pão da minha avó.... e eu hoje tento reproduzir o sabor desses tempos, mas acho que nunca vou conseguir, ele está lá, envolvido nas mémorias da minha infância.

Pudim de Pão

Ingredientes:
(massa)
10 a 12 pães com casca (quem preferir pode tirar as cascas, eu uso inteiro) picados em cubos médios
4 colheres (sopa) de manteiga derretida
1 a 1,5 L de leite (o quanto baste para o pão ficar umedecido)
21/2 xícaras (chá) de açúcar
3 ovos
Farinha de trigo se necessário
Raspas de limão e laranja
Canela em pó a gosto
1 colher (sopa) de fermento em pó
(cobertura)
3 maçãs grandes ou 4 bananas
Frutas cristalizadas a gosto (opcional)
3 colheres (sopa) de açúcar (eu usei açúcar mascavo)
1 colher (chá) de canela em pó
Óleo para untar a forma
Farinha de trigo para polvilhar

Preparo: Pré-aqueça o forno a 180ºC. Coloque os cubos de pão em um recipiente grande e coloco leite para demolhar o pão. O importante é que o pão fique envolvido no leite, mas que não sobre muito leite, deve ficar uma massa de pão úmida. Juntar a manteiga e misturar. Bater os ovos ligeiramente e juntar à massa. Juntar o açúcar e misturar bem. Verificar o ponto, deve ficar como massa como de bolo, se estiver muito úmida, juntar mais farinha até que fique com liga. Juntar as raspas, a canela e o fermento. Colocar na forma untada e polvilhada com a farinha. Coloque as fatias (finas) da fruta escolhida por cima, polvilhe com açúcar e canela. Leve ao forno por cerca de 1h e 30 minutos (verificar ponto, deve estar dourado nas lateraise em cima, com o açúcar caramelado e enfiando um palito este deve sair seco). Esperar esfria e cortar em pedaços.
Este pudim tem um rendimento muito bom, para famílias pequenas melhor fazer meia receita. Em casa rende uma forma redonda de 30 cm de diâmetro e uma retangular número 2.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Pudim de leite diferente

Há algum tempo atrás convidei minha avó Tereza e o seu marido Pedrinho para almoçar aqui em casa. Perguntei o que ela queria comer e ela, como sempre "qualquer coisa". Então fiz a lasanha que sempre dá certo e pudim de leite, outro clássico que não tem erro. Às vezes...
A lasanha ficou excelente, mas o pudim ficou com aquele leve cheirinho de ovo, não sei porque, fiz tudo como sempre. A minha avó comeu um pedaço e eu perguntei se estava bom. E ela disse: "é pudim de leite, né?". Não senti empolgação. Aí comi e senti o cheirinho que detesto. Foi quando ela me perguntou quantos ovos eu colocava no pudim. Coloco três, receita tradicional. E tive que ouvir: "essa mulherada não sabe cozinhar mesmo...".
Lógico, perguntei quantos ela colocava. A resposta: apenas 1. E como esse negócio com 1 ovo dá certo? O segredo, uma colher de sopa de amido de milho. Brilhante!
A minha avó me disse: não precisa nem tirar a película da gema, não fica com cheiro. E fica firme e mais gostoso.
Essa receita ainda não é igual a da minha avó, devo confessar que coloquei além de 1 ovo, 2 claras (havia feito um doce com 2 gemas, como sobraram, acabei usando), 2 colheres (sopa) de leite em pó e retirei a película da gema (prá ter certeza). Mas ficou com uma textura bem diferente e agradável. Sem cheirinho ruim. A próxima vez vou testar conforme minha avó falou. É, os mais velhos sempre tem algo a ensinar, bobo de quem não dá ouvidos...

Pudim de leite

Ingredientes:
(pudim)
1 lata de leite condensado
2 vezes a mesma medida da lata de leite integral
1 ovo + 2 claras (claras por minha conta)
1 colher (sopa) de amido de milho
2 colheres (sopa) de leite em pó (acrescentei)
(calda)
6 colheres (sopa) de açúcar

Preparo: colocar o açúcar em uma forma de anel e levar ao fogo para caramelizar (cor de guaraná). Espalhe a calda pela forma e reserve. Bata todos os ingredientes do pudim no liquidificador e coloque na forma. Leve para cozinhar em forno pré-aquecido 180ºC, em banho-maria por cerca de 50 minutos.
Dica: coloque água quente quando for cozinhar algo em banho maria. O tempo de cozimento fica menor.
Eu faço esse pudim em casa em panela de vapor.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Canjica, simples assim.


Essa foi prá matar a vontade das pessoas aqui em casa. Eu sempre faço canjica, mas em junho e em dias frios fica especial. Algo tão simples, mas que não sabia fazer logo que casei, e olha que já cozinhava há tempos. Mas, como sempre, lembrei de como a minha avó fazia (vi tantas vezes) e fui fazendo, as primeiras deixando a desejar, mas hoje fica bem boa. Um doce com o sabor do nosso povo.

Canjica

Ingredientes:
500g de milho para canjica
2 litros de água
1 lata de leite condensado
2 paus de canela
10 cravos da Índia
Leite se necessário
Açúcar a gosto
Canela em pó para polvilhar

Preparo: lave e escolha o milho, coloque em um recipiente e cubra com água (2 dedos acima do milho). Deixe de molho de um dia para o outro. No dia seguinte, escorra a canjica, coloque em panela de pressão e acrescente a água. Após pegar pressão, deixe cozinhar por 40 minutos. Desligue o fogo e espere a pressão sair. Acrescente o leite condensado, a canela e o cravo e deixe ferver por 20 minutos. Se necessário, acrescente um pouco de leite para afinar e mais açúcar para adoçar. Sirva quente, polvilhado com canela.

Dica: Acrescente amendoim torrado ao final do cozimento ou coloque, no lugar do leite, leite de coco e coco ralado.

sábado, 14 de junho de 2008

Voltando ao tema: comida de vó.

Essa receita é clássica, pelo menos era lá em casa. A minha avó fazia essa torta e tenho certeza que só quem conhece é quem é da família. Se eu não me engano ela aprendeu a fazer essa receita com a minha bisa, mãe do meu avô, que também cozinhava que era uma coisa. Ainda lembro do cheirinha de feijão com louro da casa dela. Acho que é por isso que ponho louro em tudo, é um tempero que eu adoro. Bem , voltando à torta, eu queria muito fazer essa receita, a qual não fazia há muito tempo e queria colocar aqui porque é muito diferente. É uma das heranças da minha avó que fazia sem receita nem medida, assim como eu, mas tive que adaptar senão não tem como alguém reproduzir.

Torta de Batata da Vó

Ingredientes:
Massa:
-1,5 quilo de batatas cozidas e amassadas
-1/2 xícara (chá) de cheiro verde picadinho - salsa e cebolinha
-sal e pimenta do reino a gosto
Recheio:
-1/2 quilo de carne moída
-2 colheres (sopa) de azeite ou óleo
-1/2 pimentão verde picado (ou vermelho)
-1 cebola pequena picada
-2 dentes de alho amassados
-1/2 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
-1/2 xícara (chá) de cheiro verde picadinho
-temperos a gosto (sal, pimenta, shoyu, vinagre)

Demais ingredientes:
-1/2 xícara (chá) de óleo
-1 xícara (chá) de farinha de rosca


Preparo: Após cozinhar e amassar as batatas acrescentar o cheiro verde, sal
e pimenta. Misturar bem e reservar


Recheio: Refogar a carne no óleo até que a mesma fique sem água e soltinha.
Acrescentar 1 colher (sopa) de vinagre, 1 colher (sopa) de shoyu,
a cebola, o alho, o pimentão, a azeitona, pimenta-do-reino
e sal a gosto. Continuar refogando para cozinhar
estes ingredientes.
Desligar o fogo, acrescentar o cheiro verde e reservar.
Montagem:Em uma frigideira grande, colocar
1/4 de xícara (chá) de óleo e
polvilhar com a
metade da farinha de rosca.


Abrir a metade da massa em pequenas porções na mão
e acomodá-la na frigideira grande
de modo
que não tire a mistura de farinha e óleo do lugar.
 Rechear  a massa com a carne e cobrir o recheio com o
retante da massa, procedendo da mesma forma.
Levar ao fogo por alguns minutos até dourar a farinha. Após esse período,
virar a torta em um prato colocar o restante do óleo na frigideira e
cobrir com a farinha de rosca.
Acomodar o lado da torta que estava para cima na frigideira virado
para baixo. Cuidado para não quebrar.
Acertar possíveis partes que ficaram quebradas nas pontas e
deixar dourar. Retirar da frigideira e servir quente.


terça-feira, 3 de junho de 2008

Comidinhas da vovó - Salada de batata

Essa saladinha de batata minha avó fazia sempre quando eu era criança, eu sempre pedia a ela prá fazer e ela dizia assim que puder eu faço. Eu esperava por essa salada. Muito simples, com gosto de infância!

Salada de Batata da D. Rita
Ingredientes:
600g de batatas cozidas com a casca
1 lata de atum (eu usei o light)
1 tomate picado
1/2 pimentão verde picado
1 lata de ervilhas escorrida
1/2 cebola média, picada
1 colher (sopa) de azeite
10 azeitonas verdes picadas
Sal, pimenta e vinagre para temperar
1 colher (chá) de shoyu (opcional)

Preparo: amasse as batatas ainda quentes (como para fazer purê). Tempere com sal, pimenta e vinagre. Cuidado com o vinagre, se colocar demais fica muito ácido. Eu coloco um pouco e verifico como está, deve ficar levemente ácido, um sabor bem diferente do convencional. Misture à parte os outros ingredientes, tempere e reserve. Coloque a batata temperada em uma travessa para servir, com as costas da colher alise a superfície da batata. Coloque a saladinha reservada ao redor da batata, como na foto abaixo.
Rendimento: 5 pessoas.

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