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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Minha Panela de Barro


Não é linda??? Adoro panelas de barro, além influenciar no sabor da comida elas ainda tem charme, são lindas, vão direto à mesa e dão a impressão de que vivemos em outras épocas, num mundo distante deste de hoje, onde tudo tem que ser rápido, apressado, sem tempo para apreciar as coisas que realmente interessam. Por isso panela de barro deve ser usada em ocasiões especiais, onde temos tempo, podemos jogar conversa fora e esperar a comida cozinhar lentamente. Afinal, uma panela de barro demora a esquentar, mas quando esquenta....
Eu demorei uns bons anos para comprar a minha primeira, é bem difícil de achar em São Paulo e quando achamos o preço não é dos melhores. Tenho um tio que mora no Rio de Janeiro e tem umas barraquinhas perto de onde ele mora com muitas panelas com preços ótimos. O problema é ir pro Rio para comprar uma. Então a primeira comprei em uma loja na beira da estrada, numa das minhas idas ao litoral. Não paguei um preço tão alto, mas foi mais caro que pagaria nas barraquinhas. Na minha recente viajem à Bahia acabei passando perto de um desses lugares com muitas panelas, com vários tamanhos e preços. Tratei logo de comprar uma outra menor para mim e uma para uma amiga que adora cozinha....
Não sei de onde são as minhas panelas, mas as mais tradicionais são feitas no Espírito Santo, da mesma forma como eram feitas há 400 anos atrás.
Vale a pena conhecer o processo como são confeccionadas para dar valor àquilo que é feito na nossa terra. Se pensarmos nesse processo, o preço que pagamos é até baixo, o problema é que quem ganha o dinheiro das panelas não são as paneleiras, porque elas vendem por um preço bem baixo, e sim os atravessadores.



Enfim, mesmo tendo comprado a minha primeira panela há quase um ano nunca havia usado. Ela foi inaugurada em grande estilo, com uma super moqueca baiana, mas não fui eu quem fiz a tal iguaria. Quem estreou a minha panela foi meu tio no almoço do Ano Novo. Meu tio que, aliás, é também meu padrinho e cozinha muuuito!
A moqueca ficou ótima, foi cozida no tempo dela e enquanto isso fizemos o que deveríamos fazer: fomos beliscando umas coisinhas, batendo papo e apreciando o tempo juntos. A receita desta vez não é minha, é do tio, mas também é muito boa. Para quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre moqueca, este prato tão típico do Brasil, clique aqui. A receita está logo abaixo. Alex, acho que é isso, né? Se não for, me corrija.

Moqueca de Peixe à Baiana


Ingredientes:
8 posta de badejo (ou outro peixe de carne firme)
Sal, pimenta e limão para o tempero do peixe
1/5 Kg de camarão limpo
3 tomates em rodelas
2 pimentões em rodelas
2 cebolas em rodelas
Azeite de oliva a gosto
Sal e pimenta à gosto
1 vidro (200 ml) de leite de coco
Coentro à gosto
Azeite de dendê à gosto (mas com cuidado)

Preparo: Temperar o peixe e os camarões e deixar tomar gosto por meia hora. Fazer na panela de barro uma "cama" com metade dos tomates, cebolas e pimentões. Colocar as postas de peixe sobre esta cama e cobrir com o restante dos tomates, cebolas e pimentões. Vá temperando entre as camadas com sal e pimenta. Regar com azeite de oliva, polvilhar o coentro picadinho e levar ao fogo, até que o peixe cozinhe e o líquido reduza um pouco. Neste momento acrescentar o leite de coco e o dendê e deixar ferver mais um pouco. Quando estiver quase na hora de servir acrescente o camarão e cozinhe por, no máximo, mais 5 minutos. Sirva com arroz branco.
Show de bola......

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Spaguetti alla Putanesca

A receita escolhida para participar do desafio La Pasta do blog Quattro Ragazze Brasiliane foi Spaghetti Alla Putanesca, receita típica da região de Campania, cuja cidade mais famosa é Napolis, que dizem ser a cidade de origem da receita. É uma das massas mais conhecidas no mundo e a história do molho é bem interessante. Reza a lenda que este molho foi inventado pelas moças de vida difícil de Nápolis (por isso se chama putanesca). E a vida era difícil mesmo, pois fora criado na época da guerra, onde a falta de comida faz com que a criatividade entre em prática. Como a região de Campania é produtora de peixe, nada mais óbvio que usar peixe para um molho de macarrão. E peixe em conserva, anchova, que durava mais tempo que o fresco. Os outros produtos, também em conserva (alcaparras, azeitonas), fazem com que este prato tenha sabor forte, possa ser feito com aquilo que tem na despensa (e que pode ser armazenado), de forma rápida e seduz a quem come (dizem que esse era o outro objetivo desta receita, seduzir os clientes). E não é que dá certo? Quem saboreia se apaixona.
Outra lenda a respeito desta receita diz que foi criada por uma mulher que traia o marido e tinha medo que o marido chegasse antes do jantar estar pronto, e ela precisava de uma receita rápida para não se atrasar. Será?
Enfim, esta é uma das minhas preferidas, me lembra quando eu vinha de Itu para São Paulo com a minha mãe para visitar meu pai e ela me levava para almoçar em um restaurante que já não existe mais em São Caetano, chamado Mama Mina. Foi lá que comi este prato pela primeira vez, ainda me lembro do cheiro, marcante... mas a massa não era spaghetti, não me lembro qual era, mas lembro bem que minha mãe pedia massa à putanesca e eu pedia lasanha e dividíamos as porções, um pouco de cada no meu prato e eu ficava feliz...
A diferença da minha receita é que fiz com spaghetti nero sépia, que achei que combinava bem com este molho, por ser a massa feita com tinta de lula. E fica com um visual lindo.
Segue a receita.


Spaghetti Alla Putanesca

Ingredientes:
(para 3 porções)
300g de spaghetti
(molho)
1 vidro de molho de tomates com alcaparras
30g de anchovas em óleo
2 colheres (sopa) de azeite
1 colher (café) de pimenta calebresa seca
1 colher (café) de erva doce
3 colheres (chá) de alcaparras
10 azeitonas pretas, picadas
1 dente de alho, picado
1/2 colher (sopa) de orégano
2 colheres (sopa) de salsa fresca, picada


Modo de Preparo: Coloque o spaghetti para cozinhar conforme instruções da embalagem. Coloque o azeite em uma panela e frite o alho, sem deixar escurecer. Junte as anchovas e a erva doce, frite por mais um minuto. Junte o molho de tomates e deixe ferver. Acrescente o orégano, a pimenta calabresa, as azeitonas e as alcaparras. Retire a massa "al dente" do fogo, escorra e passe para a panela com o molho para que termine o cozimento. Junte a salsa picada e sirva a seguir.

P.S.: Visitem o Quattro Ragazze Brasiliane Nella Cucina Italiana, vejam as regras do desafio La Pasta e participem!

Fonte: http://mangiachetefabene.wordpress.com/2007/05/29/spaghetti-alla-puttanesca/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Massa_puttanesca
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