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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Os pêssegos que viraram pão.


Nunca havia imaginado fazer pão com pêssegos, mas foi irresistível. Encontrei uma receita de Küchen de Nectarina em um livro que minha mãe me deu chamado "O Livro dos Pães". Estava olhando o meu presente, o qual ganhei há uns dois meses e não me aventurei a fazer nada dali. Aliás, tô meio parada esses dias, sei lá, está tudo tão comum, são raras as vezes que estou fazendo coisas diferentes, e esta é a época, Natal é inspirador, mas a preguiça anda maior. Vamos ver se me animo, a casa já está enfeitada e tal, mas ainda não entrei no clima. Mas voltando ao pão, não tinha nectarinas e nem marzipan, mas tinha pêssegos, então entrou em campo a tal da improvisação. Fiz o pão com os pêssegos cheirosos e doces, mas ainda faltou alguma coisa. A massa não ficou com gosto de massa doce, apesar de ter aumento a quantidade de açúcar e só não coloque mais por medo de dourar demais na hora de assar. Acho que a falta do marzipan também fez a diferença, já que daria aquele sabor característico de amêndoas. Mas a massa é muito boa, fofinha, macia e o pão ficou gostoso, só achei que faltou um toque de algo. Vou ter que fazer a versão original prá saber se dá diferença. Segue a versão original da receita com as minhas modificações.

Küchen de Nectarina e Marzipan (a minha versão - Küchen de Pêssegos e Passas)
(O Livro dos Pães - Sara Lewis)


Ingredientes:
(massa)
300g de farinha branca forte (usei farinha de trigo especial)
2 colheres (sopa) de manteiga
1/4 de colher (chá) de sal
25g (2 colheres sopa) de açúcar (usei o dobro)
1 colher (sopa) de leite em pó (não usei)
Casca de 1 limão ralada
3/4 de colher de chá de fermento biológico seco
1 ovo batido
150 ml de água (usei metade água e metade leite)
(cobertura)
125g de marzipan pronto, grosseiramente ralado (não usei)
500g de nectarinas maduras (usei pêssegos)
25g (2 colheres sopa) de manteiga derretida
2 colheres (sopa) de açúcar
50 g de uva passa demolhada em rum (adicionei)
(decoração) - não usei
Flocos de amêndoas torrados
Açúcar Refinado

Preparo: (MFP) - Coloque na forma com o batedor o leite com a água, o ovo, a casca de limão, o açúcar e 200g de farinha. Faça um furo no centro da farinha e coloque o fermento. Coloque para bater no ciclo amassar e verifique se precisa de mais farinha. Quando massa ficar com formato de bola, junte o sal, deixe bater para mistura e junte a manteiga. Espere o ciclo terminar e retire a massa da máquina. Coloque a massa em superfície levemente enfarinhada, retire o ar da massa e coloque me forma de torta de 28 cm de diâmetro, com fundo móvel, untada com manteiga.
Salpique o marzipan sobre a massa (pulei esta parte). Corte as nectarinas (no meu caso pêssegos) ao meio, retire o caroço, corte em fatias grossas e arrume sobre a massa. Deixe crescer, sem cobrir, em local quente (coloco um copo com água no microondas, esquento por 1 minuto e coloco a massa dentro do micro com o copo) e deixe crescer por 40 minutos ou até que a massa cresça novamente (dobrar de volume).
Pincele as frutas com manteiga, polvilhe com açúcar (e as passas) e asse em forno pré-aquecido 200º por 15 minutos. Cubra com papel alumínio e reduza temperatura do forno para 180º e asse por mais 35 a 40 minutos até que a base esteja assada por completo. Deixe descansar na forma por 10 minutos antes de desenformar. Decore a seguir.


quinta-feira, 24 de julho de 2008

Um bolo lindo...que foi para o lixo!

Prá quem passa sempre por aqui, sabe do quanto eu me irrito quando algo que faço não dá certo. Essa é uma coisa que realmente me tira do sério. Este bolo eu vi em um dos programas da Nigella (prá variar). Era um bolo de mexericas, tão rápido e fácil. Fui ao sacolão, comprei mexericas e já falei prá não comerem, aquelas eram do bolo. Aí tive que ouvir o de sempre: "vai gastar tudo no bolo?". Vou, pronto. Acontece que esqueci de um ingrediente, a farinha de amêndoas, mas eu não iria sair domingo à noitinha prá comprar isso, mesmo porque não iria achar. Então resolvi substituir a farinha (coloquei aveia e farinha de milho). Mas o problema do bolo não foi esse, acho que falta das amêndoas não influenciou nisso. O que deu errado foi a minha falta de senso, como sempre. As mexericas que a Nigella usou tinham casca bem fina (ela usou-as com casca e tudo) e as minhas eram ponkans cascudas, como não dei importância a esse detalhe? Enfim, o bolo ficou amargo e percebi isso com a massa ainda crua. Aí meu marido falou prá eu assar assim mesmo, "quem sabe não melhora?" Foi o que fiz e, como eu já sabia mas não queria admitir, não deu certo. Joguei o bolo todo fora, estava intragável. Aí eu ainda comentei com ele: "detesto quando não dá certo. Não gosto de jogar comida fora. Gastei todas as mexericas..."
E ele tentando me consolar: "tudo bem, o importante é que 90% do que você faz dá certo". Isso foi muito fofo, mas na hora da raiva não resolve muito. Bom, essa é a minha nova "casquinha de laranja", vou ter que tentar de novo e ver se dá certo. Não vou desistir tão fácil assim...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Pudim de leite diferente

Há algum tempo atrás convidei minha avó Tereza e o seu marido Pedrinho para almoçar aqui em casa. Perguntei o que ela queria comer e ela, como sempre "qualquer coisa". Então fiz a lasanha que sempre dá certo e pudim de leite, outro clássico que não tem erro. Às vezes...
A lasanha ficou excelente, mas o pudim ficou com aquele leve cheirinho de ovo, não sei porque, fiz tudo como sempre. A minha avó comeu um pedaço e eu perguntei se estava bom. E ela disse: "é pudim de leite, né?". Não senti empolgação. Aí comi e senti o cheirinho que detesto. Foi quando ela me perguntou quantos ovos eu colocava no pudim. Coloco três, receita tradicional. E tive que ouvir: "essa mulherada não sabe cozinhar mesmo...".
Lógico, perguntei quantos ela colocava. A resposta: apenas 1. E como esse negócio com 1 ovo dá certo? O segredo, uma colher de sopa de amido de milho. Brilhante!
A minha avó me disse: não precisa nem tirar a película da gema, não fica com cheiro. E fica firme e mais gostoso.
Essa receita ainda não é igual a da minha avó, devo confessar que coloquei além de 1 ovo, 2 claras (havia feito um doce com 2 gemas, como sobraram, acabei usando), 2 colheres (sopa) de leite em pó e retirei a película da gema (prá ter certeza). Mas ficou com uma textura bem diferente e agradável. Sem cheirinho ruim. A próxima vez vou testar conforme minha avó falou. É, os mais velhos sempre tem algo a ensinar, bobo de quem não dá ouvidos...

Pudim de leite

Ingredientes:
(pudim)
1 lata de leite condensado
2 vezes a mesma medida da lata de leite integral
1 ovo + 2 claras (claras por minha conta)
1 colher (sopa) de amido de milho
2 colheres (sopa) de leite em pó (acrescentei)
(calda)
6 colheres (sopa) de açúcar

Preparo: colocar o açúcar em uma forma de anel e levar ao fogo para caramelizar (cor de guaraná). Espalhe a calda pela forma e reserve. Bata todos os ingredientes do pudim no liquidificador e coloque na forma. Leve para cozinhar em forno pré-aquecido 180ºC, em banho-maria por cerca de 50 minutos.
Dica: coloque água quente quando for cozinhar algo em banho maria. O tempo de cozimento fica menor.
Eu faço esse pudim em casa em panela de vapor.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Casquinhas de laranja - o retorno - que desta vez deu certo!!


Devo dizer que, depois da última experiência (mal sucedida) com casquinhas de laranja, estava com certo receio em tentar novamente, mas a teimosia me impede de ficar quieta, e lá fui eu. Pedi para o marido guardar as cascas de laranja hoje após ter feito o suco e ele já me olhou com aquela cara de "vai dar errado". Mas guardou - as mesmo assim. O tempo hoje estava muito bom, estamos quase sufocados de tão seco que o ar está, há dias não chove em São Paulo, o que é bom para o doce e muito ruim para o aparelho respiratório. Bem, após o almoço, me coloquei a cortar cascas de laranja, fiz tudo como da outra vez e dessa, (ufa), deu certo. As casquinhas cristalizaram e ficaram como eu queria. A receita vem abaixo, e é da Luzinete Veiga. O bom dessa receita é que é muito fácil e rápida. O detalhe fica por conta do tempo, que não pode estar chuvoso ou úmido. O outro segredo é que o doce deve ficar muito seco ainda na panela.

Casquinhas de Laranja Cristalizadas


Ingredientes:
Cascas de 12 laranjas, fatiadas em tirinhas
Água o suficiente para aferventar as cascas
2 xícaras (chá) de açúcar
11/2 xícara (chá) de água

Preparo: Coloque as tirinhas de cascas de laranja em uma panela grande e cubra-as com água. Le ve ao fogo alto e quando abrir fervura escorras as cascas. Coloque as cascas novamente na panela, cubra com água e leve ao fogo novamente. Escorra e repita o processo mais duas vezes.
Coloque as cascas em uma panela grande com a água e o açúcar. Mexa até a calda secar e cristalizar. As cascas tem que ficar sem nenhuma calda, faça o teste apertando o doce contra a lateral da panela, se ainda estivar com calda não está no ponto. Quando estiver bem seco, coloque sobre um mármore ou superfície coberta com papel-manteiga e mexa até esfriar. Guarde em potes bem fechados. As casquinhas duram três meses.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Que felicidade que é fazer macarrão que dá certo!!!

Engraçado alguém ficar feliz com algo tão simples quanto macarrão. Prá entender o porque disso, vou ter que contar uma historinha. Há muitos anos atrás, quando eu estava casadinha de nova (era assim que o povo dizia antigamente?) eu vi uma pessoa fazendo macarrão na tv. Nesta época os produtos italianos estavam ganhando espaço no Brasil, não era tão comum quanto é hoje encontrar massa de grano duro, quanto mais farinha italiana. As nossas farinhas não eram das melhores, acho, ou eu não sabia comprar farinha, apesar de já cozinhar ainda tinha uma relação não tão próxima da cozinha. Fazia o básico, me virava tranquilamente com o trivial. Mas nada tão profundo quanto a massa do macarrão. Parece até brincadeira, mas há ciência nisto. A escolha da farinha certa, o tamanho do ovo, o ponto, ah o ponto... isso pode acabar com a relação entre o cozinheiro e o alimento. E foi o que aconteceu comigo. Estava assistindo ao programa, a pessoa passou uma receita que não tinha nada de mais: juntar farinha, ovo, óleo, sal e amassar. Juntei tudo, amassei, estiquei e... não deu em nada. Horas gastas para fazer o almoço de domingo para o marido jogadas no lixo. Eu não sei até hoje o que aconteceu, se a farinha não era boa, se eu errei na medida, se a receita não foi das melhores, se errei o ponto, 0 que sei é que depois de aberta e cortada, fiz os ninhos de massa e ficou tudo grudado como uma argola enorme. Lembro que joguei na água quente prá tentar salvar alguma coisa e só piorou. Joguei tudo fora e fiz macarrão de pacote. Mas ficou aquela frustração, o que teria feito errado? O almoço perdeu um pouco do seu sabor. E eu nunca mais me arrisquei a fazer massa para macarrão. Comprei inúmeras revistas sobre o assunto, mas não me animava, pensava comigo: "vai que faço besteira de novo?". O assunto caiu no esquecimento. Aí vi várias vezes o meu muso inspirador na cozinha, Sir Jamie Oliver, fazendo macarrão como um alucinado. E era tudo tão fácil, farinha e ovo, misturar, verificar ponto, abrir a massa, cozinhar, fim. Me armei de coragem e disse, lá vou eu. Como já fiz várias receitas dele, fui na confiança. Ainda me atrevi a misturar farinhas. E, voilá, primeira etapa, ok. Cozinhei a "pasta". Nada de unidos venceremos. Segunda etapa, ok. Só faltava provar e, radiante de felicidade, perceber que fazer macarrão em casa é prazeroso de todas as formas. O sabor todo especial, muito diferente daquilo que comemos quando compramos a massa seca. A massa absorve o molho, fica muito bom mesmo. Só preciso aprimorar a técnica agora, achei que a massa poderia ter ficado mais fina e poderia cozinhar um pouquinho a mais. Mas nem isso tira o brilho da alegria de comer macarrão feito em casa, em plena sexta feira.

Tagliatelle Feito à Mão


Ingredientes:
(para 4 pessoas)
4 ovos
400g de farinha de trigo (use farinha de boa qualidade, eu usei metade de farinha de trigo e metade de farinha de trigo integral)

Preparo: Quando vi o Jamie fazendo, ele usou um processador. Colocou a medida de ovos e farinha e ligou. Foi verificando o ponto, que deve ficar como uma farofa grossa. Se precisar, colocar farinha aos poucos. Aí jogou na bancada, agregou tudo amassando e abriu com cilindro. Eu fiz a minha à mão, misturando e agregando em uma travessa. Quando estava razoavelmente misturado, joguei sobre a mesa e misturei até formar uma massa homogênea. Abri com o bom e velho rolo de macarrão, sempre polvilhando a bancada com farinha. Dividi a massa aberta em duas, enrolei como rocambole e cortei. Joguei um pouco de farinha na mesa, abri as fitinhas e misturei com a farinha para evitar que grudassem. Polvilhei mais um pouco de farinha ao final do processo. Cozinhar em água com sal ( 1 litro para cada 100 g de massa). Coloquei 3 colheres (sopa) rasa de sal. Cozinhei por 4 minutos, mas acho que ficaria melhor com 6 minutos.

O molho eu fiz assim:
2 colheres (sopa) de azeite
500g de patinho moído
1/2 cebola grande, picada
1 dente de alho, picado
1/2 pimentão vermelho, picado
1 cenoura, ralada no ralo grosso
1/2 colher (sopa) de aceto balsâmico
1 vidro de passata italiana (eu usei esta)
3/4 da medida do vidro de água.
Temperos a gosto ( sal, canela, orégano e pimenta do reino)


Preparo: Coloque o azeite numa panela de pressão, de preferência com anti-aderente. Coloque a carne e refogue até que esteja soltinha e cozida. Junte a cebola, o alho, o pimentão, a cenoura, o aceto balsâmico e mexa por 3 minutos. Adicione os temperos, a passata e a água. Mexa bem, feche a panela de pressão e cozinhe por 20 minutos, após pegar pressão. Retire do fogo, deixe perder a pressão e utilize.

domingo, 15 de junho de 2008

Casquinhas de laranja - o barato saiu caro!

Há alguns dias vi no blog da Laila um post sobre casquinhas de laranja cristalizadas. Lembrei da receita que eu tinha, diferente da dela, que estou há tempos querendo fazer. Mas fazemos o suco, as cascas se vão e eu nunca me lembro do doce, que tem um preço bem salgado aliás, sendo nada mais que casca de laranja com açúcar. Hoje pedi para o marido não jogar as cascas fora depois que fez o suco e criei coragem, me coloquei a fazer as tais casquinhas. O que eu não contava é que elas não iriam cristalizar, o tempo estava frio e úmido em São Paulo e não foi boa idéia escolher um dia como esses prá fazer um doce cristalizado. Como sempre, meu ímpeto criativo não me fez pensar direito, eu quero fazer as coisas rápido e por vezes me dou muito mal. Agora só me resta tentar novamente prá saber se o tempo realmente influenciou ou se a receita não é tão boa assim.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Funnel Cake da Cinara


Não posso deixar de registrar aqui como sempre descubro coisas novas a cada vez que ando por esses blogs lindos, de pessoas tão legais, como no caso da Cinara. Há dois dias ela colocou no blog dela uma receita chamada "Funnel Cake", a qual eu nunca havia sequer sonhado. Trata-se de uma massa frita que parece, conforme um comentário dela, um bolinho de chuva, feita com um funil. É vendido nos Estados Unidos em parques, com coberturas diferentes, mas o da Cinara é simples, coberto com açúcar. Fiquei encantada com a receita, tinha tudo em casa e no mesmo dia fiz, não consegui esperar. Mas como eu comentei com a Cinara, o meu ficou mais para Funnel Pancakes, a massa ficou achatadinha, com fios finos, eu não me percebi que precisava de um funil com abertura larga, eu só tenho um com abertura fina, e a massa só passou pelo meu funil porque eu coloquei um pouco mais de leite para afinar. Conclusão: certamente não ficou com a mesma textura e nem aspecto, mas vale a pena colocar a receita aqui, é ótima. Lógico, vou comprar um funil novo e fazer novamente, porque lembra o bolinho de chuva, mas é diferente e fica lindo. É daquelas receitas para ter à mão, quando dá vontade de comer aquela coisinha boa ou visitas inesperadas, pronto, está feito. Só cuidado prá não comer demais, pois é frito, então...
Ci, obrigada por essa delícia!

Funnel Cakes - Receita retirada do Cinara´s Place

Ingredientes:
2 ovos
1 1/3 de xícara (chá) de leite
2 2/3 de xícara (chá) de farinha de trigo (eu usei especial)
1/4 de xícara (chá) de leite
1/4 de colher (chá) de sal
2 colheres (chá) de fermento em pó
Óleo para fritar
Açúcar de confeiteiro para polvilhar (eu usei açúcar comum e canela)

Preparo: Peneire juntos a farinha, o sal e o fermento. Bata os ovos com um fouet e misture o leite. Junte os ingredientes secos e misture até a massa ficar homogênea. Aqueça o óleo a 200°C, coloque a massa às colheradas ou com ajuda de uma xícara dentro do funil de abertura larga (não esqueça de fechar a abertura com o dedo). Deixe a massa pingar no óleo, começando do centro, fazendo movimentos circulares e finalizar com movimentos de zigue-zague (ao término da massa). Deixe dourar um lado, vire e com cuidado e deixe dourar o outro lado. Escorra sobre papel toalha e polvilhe em seguida com açúcar de confeiteiro ou açúcar e canela. O melhor é comer quentinho mesmo.


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