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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aproveitar tudo está na moda!

Pois é, dia desses ganhei uma revista da minha mãe com receitas de bolos feitas com cascas de frutas. Eu particularmente acho importante aproveitar ao máximo aquilo que compramos, há muitas vantagens nesse tipo de atitude, tais como: fazer mais comida com aquilo que temos, gastar menos dinheiro para preparar uma refeição (importantíssimo, comida está cada dia mais cara e temos que rebolar prá fazer o dinheiro e a comida renderem), acréscimo de macro e micro nutrientes importantes na nossa alimentação, diminuição da quantidade de lixo produzida em nossa casa. O brasileiro, em geral, não costuma usar partes não convencionais dos alimentos para preparar suas refeição, não sei se é por desconhecimento, preconceito ou falta de hábito mesmo, mas sempre que vou à feira vejo tanto desperdício de coisas que podiam ser utilizadas para alimentação. Eu sou adepta de, por exemplo, levar cenoura e beterraba com suas respectivas folhas e aproveitá-las. E no momento ando procurando receitas novas para uma velha conhecida: a casca de banana. O governo agora mudou as regras de venda da dita cuja, para padronizar todo mundo vende agora por peso (antes podíamos comprar na feira por dúzia, saia mais barato duas vezes, pois o preço da dúzia na feira era mais barato que o quilo no mercado e quando levamos por peso pagamos pela casca e pelo pedúnculo que sustenta as frutas no cacho). Enfim, já que não temos mais a opção e é mais correto usar o alimento todo, lá vou eu colocar a criatividade à prova.
Mas essa conversa de hoje é pra falar na verdade de uma folha que nunca havia feito nada com ela: folhas de  rabanete. Rabanete, aliás, que consumo pouco em casa. Então nunca me preocupei, mesmo porque quando compramos na feira ou no mercado, muitas vezes já vem sem as folhas. Porém, naquela minha passadinha na hortinha aqui perto de casa achei um maço de rebanetes enorme, com as folhas viçosas, o qual era o único na banca e eu, rapidamente tratei de comprá-lo. Aí a dúvida: o que fazer com as folha, não sabia nem o gosto que elas tinham. E qual não foi minha surpresa quando experimentei e percebi que lembrava rúcula. Depois de muito pensar e procurar receitas, resolvi tranformar o maço de folha em torta, versão de uma que coloquei aqui há pouco tempo. A receita tem algumas variações e fiquei contente com o resultado, a torta ficou bem gostosa e a consciência ficou limpinha e o cesto de lixo também. 
Abaixo, a receitinha modificada:


Torta de folhas de rabanete



Ingredientes:

(massa)
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de margarina sem sal
1 colher (chá) de sal de ervas (ou 1/2 colher  (chá) de sal)
1/2 colher  (sopa) de açúcar
(recheio)
1 colher (sopa) de óleo
1/2 cebola picada
1 dente de alho
1 maço de folhas de rabanete picadas grosseiramente
Sal a gosto
(creme branco)
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de leite
2 colheres (sopa) de requeijão cremoso
Sal e noz-moscada à gosto
 (cobertura)
50 g de parmesão ralado
100 ml de creme de leite fresco
2 ovos
1/2 xícara (chá) de maionese (usei esta) 
Parmesão ralado para polvilhar.
Preparo: (massa) - Pré-aqueça o forno em temperatura 180º C. Misture os ingredientes delicadamente com a ponta dos dedos, até obter uma massa maleável, que solte das mãos. Forre uma forma média desmontável de 25 cm de diâmetro, fure a massa com garfo e leve para assar por cerca de 25 minutos (até que fique levemente dourada, porque ela volta ao forno, não pode dourar muito). Reserve.
(recheio) - Refogue a cebola, junte o alho e depois as folhas. Deixe murchar, tempere com sal reserve.
(creme branco) -doure a farinha na manteiga, junte o leite e deixe engrossar. Acrescente o requeijão, tempere com sal e noz-moscada e misture as folhas refogadas.
(cobertura) - Misture todos os ingredientes e utilize.
(montagem) - Coloque sobre a massa assada o creme branco previamente misturado com a verdura, cubra com a cobertura e polvilhe parmesão ralado. Leve novamente ao forno médio (180ºC) por mais 30 minutos ou até que a cobertura esteja dourada.




sexta-feira, 26 de junho de 2009

Falha nossa....

Pois é pessoal, falei tanto da yacon que esqueci de colocar uma foto dela. Então, atendendo a pedidos, lá vai um pouco mais sobre esta desconhecida...

Pelas pesquisas que fiz descobri que este tubérculo, originários dos Andes, no Peru é vendido como fruto, não como batata. Seu sabor é doce e após a colheita ele é colocado por alguns dias para "tomar sol" e concentrar o seu sabor. As recomendações de uso são como coadjuvante no tratamento de diabetes, hipertensão e índices elevados de colesterol. A recomendação para consumo é crua, neste caso, utilizar antes das principais refeições (almoço e jantar) pois a sensação de saciedade vem mais rapidamente. Ela é rica em fibras, sendo também indicada para pessoas com problemas digestivos. Possui um tipo diferente de carboidrato chamado inulina, o qual não é digerido pelo sistema digestório, promovendo o fortalecimento da flora intestinal. Este alimento ainda está em estudo e ao que tudo indica a sabedoria popular vem sendo comprovada nestes estudos.

Fontes:
www.jardimdeflores.com.br
http://www.diabetes.org.br/nutricao/index.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Inulina

quinta-feira, 25 de junho de 2009

De volta e com novidades.... pelo menos prá mim!

Voltei, depois de meses sem notícias....senti falta do bloguinho, que sempre me trouxe muita coisa boa, mas as coisas estavam meio complicadas, fiquei sem internet pq mudei de casa e outras coisinhas, mas estou de volta, espero que com um pouco mais de regularidade. As coisas estão andando, minha nova casa está entrando nos eixos, enfim, as coisas estão se acomodando. Quando a cabeça fica cheia de problemas às vezes fica difícil se concentrar, mas tudo bem, tudo se ajeita com o tempo, assim espero. Estou por fora de todas as novidades dos blogs das queridas que sempre passavam por aqui, vou me atualizar aos poucos.

A novidade como sempre fica por conta da comida. Aliás, isso também foi um dos motivos que me fez sumir do blog, estava e estou (como sempre) mudando de hábitos alimentares, o que é muito bom, afinal desde o começo do ano lá se foram 10 indesejados quilos. É, é um tempo longo para pouco peso, mas decidi fazer reeducação alimentar e ir eliminando os quilos que ganhei ao longo de anos aos poucos, afinal o que levou 1 década para se instalar não vai sumir em dois dias, e eu realmente prefiro ir devagar mesmo, sem neuras e sofrimentos. Mas vamos à novidade, pelo menos para mim, porque no mundo na nutrição funcional este alimento não é mais tão novidade assim: um tubérculo não muito bonito chamado yacon, também conhecido por batata diet. Fazia tempo que eu ouvia falar dessa batata, mas é difícil de achar e quando achava era cara.
E não é que encontrei aqui na hortinha orgânica da esquina de casa? E o melhor, paguei R$ 1,40 o quilo. Aí a dúvida, o que fazer com este negócio? A melhor forma de comer, se a intenção é usá-la de forma terapêutica, é crua. Quem me vendeu disse para comer crua, que tinha gosto de pera. Provei e digo que a pera passou longe.... aí fui para o bendito google procurar receitas com a dita cuja. Achei esta aqui, a qual mudei e fiz virar uma sopinha, perfeita para estes dias frios... para quem nunca comeu é diferente, a yacon cozida fica bem doce, mas o contraste com o parmesão e a páprica que coloquei na sopinha é muito bom. Delícia.....

Sopa gratinada de yacon



Ingredientes:

1/2 pimentão vermelho cortado em fatias e 1/2 pimentão verde em fatias
2 colheres (sopa) de azeite
1 kg de yacon
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
Sal e páprica picante à gosto
Água até cobrir os legumes
Queijo parmesão ralado para gratinar

Preparo: Descascar o yacon e cortar em rodelas. Refogar em azeite junto com a cebola, o alho e as fatias de pimentões. Deixar cozinhar até os legumes ficarem macios. Temperar com sal e páprica e levar ao liquidificador até que esteja cremoso. Levar ao fogo novamente e deixar engrossar (evaporar um pouco da água). Colocar em um refratário, polvilhar o parmesão e levar ao forno até gratinar. Eu deixei pouco tempo, só para derreter o queijo.


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O chuchu que eu mais gosto.

É engraçado como as coisas que minha avó fazia são lembranças recorrentes na minha cozinha. Está receita era dela, nunca vi ninguém fazer e ela chamava de suflê de chuchu. Não me perguntem porque, eu sei que souflé é algo diferente, esta receita está mais para um creme, mas independente do nome é o jeito que mais gosto de comer chuchu. Faço como acompanhamento de arroz, feijão e bife e adoro! Pena que é outra daquelas que eu como sozinha, então tenho que usar 1 chuchu.

Suflê de Chuchu (ou creme, se preferir)
Ingredientes:
2 chuchus, sem casca, cortado em pedaços e cozidos
1 xícara (chá) de leite
1 colher (sopa) de azeite
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho, picado
1 colher (sopa) de amido de milho
Sal, pimenta do reino e cheiro verde à gosto.

Preparo: Bata no liquidificador o chuchu com o leite e o amido, até ficar homogêneo. Frite a cebola e o alho no azeite, junte a mistura do liquidificador e mexa até engrossar. Tempere com sal, pimenta e cheiro verde à gosto. Sirva quente como acompanhamento.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Uma torta meio maluca, uma vizinha feliz, um almoço gostosinho.

Ontem estava muito frio. Mesmo assim acordei cedo como sempre. A Helô não foi prá escola porque foi fazer o primeiro exame de sangue dela (tadinha). Achei que ela fosse fazer um drama e mais uma vez me surpreendi, ela ficou quietinha, tranquila. Então voltamos para casa e, como meu marido não veio para o almoço, fiquei com tempo folgado de manhã. Estávamos só nos duas em casa, assistindo tv, quando vi no Receita Minuto uma torta de batata que me chamou a atenção na hora. Gostei muito da torta, fácil, prá usar o que tinha em casa e pensei: "é esta que vou fazer hoje". Aproveito para testar receitas nestes dias que o marido não vem almoçar, porque a Helô é mais receptiva às novidades. Ela sempre fala: "deixa eu ver se eu gosto". Devo fazer aqui uma observação, ontem fiz uma outra torta esquisita e quem gostou foi o maridão, me surpreendi mais uma vez, eu não iria imaginar que ele iria gostar de uma torta com espinafre na massa e recheio de abobrinha e cenoura, incrível. E dessa quem não gostou foi a Heloísa. Bom essa é uma outra receita que vem depois, ainda preciso aprimorar...
Voltando à torta de batata, fiz uma versão nova dela (eu sempre mudo a receita) e ficou muito boa. Dei uma travessinha da receita pra Rose, a minha vizinha, e acho que ela também gostou. Almoçamos bem ontem, agora estou pensando no que comer hoje.... marido não vem almoçar de novo, vou testar ou inventar alguma coisa.

Torta de Batata e Mandioca com Recheio de Linguiça e Espinafre

Ingredientes:
(massa)
500g de batats cozidas com a casca
500g de mandioca cozida
100 ml de creme de leite uht
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de parmesão ralado
3 colheres (sopa) de maionese (eu usei esta)
Sal e pimenta-do-reino a gosto
(recheio)
1/4 de maço de espinafre (folhas) picado
500g de linguiça fresca de lombo, sem a pele
1 cebola pequena, picada
1 colher (sopa) de azeite
1/2 pimentão verde, picado
1 dente de alho, picado
3 colheres (sopa) de polpa de tomate
1 colher (chá) de erva doce
1 colher (chá) de pimenta calabresa seca
1 colher (sopa) de orégano
Sal e pimenta a gosto
8 azeitonas sem caroço, picadas
1 cálice de rum
1/2 xícara (chá) de água quente
(outros ingredientes)
Maionese para pincelar
Parmesão para polvilhar
Óleo para untar (refratário)
Farinha de trigo para polvilhar (refratário)

Preparo: (massa) - Amassar as batatas e mandioca no espremedor. Junte o restante dos ingredientes e misture bem. Reserve.
(recheio) - Frite as linguiças no azeite até que comecem a dourar, mexendo para que os pedaços fiquem bem miúdos. Coloque o rum e flambe. Junte a cebola, o alho e o pimentão e refogue. Acrescente as folhas de espinafre e cozinhe. Acrescente os temperos, refogue mais um pouco, junte a água e a polpa de tomate. Deixe cozinhar até ficar um molho encorpado, mas não deixe secar. Junte no final as azeitonas e cozinhe por mais 2 a 3 minutos.
(montagem) - Unte e enfarinhe um refratário. Coloque a metade da massa e alise com uma colher limpa, com cuidado para não tirar a camada de óleo e farinha do lugar. Recheie com as linguiças e cubra com o restante da massa, passando outra colher para o recheio não misturar com a massa. Pincele uma camada de maionese por cima da torta e polvilhe parmesão ralado. Leve ao forno médio (180º), pré-aquecido até gratinar.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Salada de beterrabas assadas, almoção!!!



Essa salada apareceu aqui em casa hoje por acaso. Estou passando todo dia para conferir o site da Ana Elisa. Ela está fazendo muita coisa legal esses dias (aliás, tem muita coisa boa lá, ai, ai...), principalmente saladas e estou me inspirando a sair do básico alface com tomate. Aí que passei na volta da escola, depois de deixar minha filha, às 07:00h na hortinha que tem aqui perto de casa. As verduras haviam sido colhidas aquela hora, tudo lindo e fresco. Peguei logo alface (prá variar) e espinafre e não é que olhei para o lado e havia um lindo ramo de beterrabas, daquelas novinhas e cheias de sabor, só que estava separado do restante. Perguntei: esta beterraba está à venda? E a senhora que me vendia as coisas disse: é, tá... Não senti firmeza, mas ela me vendeu as beterrabas, lindas, com todas as folhas inteiras, bem diferente do que encontramos na feira. Olhando e pensando no que fazer com as beterrabas (afinal já fiz beterraba esta semana) me lembrei de uma salada que eu vi no programa Cardápio de Aventuras e lembrei do que pensei na hora: "que maravilha deve ficar isso!!!"
Acabei fazendo a salada mais ou menos igual, e que não tinha todos os ingredientes, mas substitui uma coisa aqui e ali e ficou ótima. Sei que parte disso foi da própria origem da beterraba, como é bom comprar coisas frescas, tem outro sabor. A receita original é essa aqui. A minha versão segue abaixo:

Salada de Beterrabas Assadas com Alface e Iogurte Dessorado

Ingredientes:
9 beterrabas pequenas, com casca e parte do caule
80 ml de aceto balsâmico
4 ramos de tomilho (usei o da minha horta)
3 grãos de pimenta triturados
2 a 3 colheres (sopa) de azeite
Sal marinho à gosto
Folhas de alface
1 pote de iogurte desnatado dessorado (colocar o iogurte em um coador de papel, dento do suporte para café, sobre uma tigela e deixar na geladeira por 3 horas)
Gotas de limão

Preparo: Pré-aqueça o forno a 180º. Coloque as beterrabas limpas, com a casca e parte pequena do caule (não retire, pois a beterraba perde o sabor) em uma forma. Regue com a metade do aceto, 2 colheres de azeite, tempere com sal e pimenta e com os ramos de tomilho. Leve ao forno coberto com papel alumínio por cerca de 1 hora. Retire o papel após este tempo e deixe as beterrabas assarem. Retire do forno, coloque em um recipiente junto com o caldo que se formou e leve para esfriar. Retire as partes que ficarram torradas, corte as beterrabas em 4 partes (eu retirei a casca porque o pessoal de casa não ia comer com casca - leia-se pessoal de casa marido), tempere com gotas de limão e o restante do aceto balsâmico. Tempere a alface com sal, limão e um fio de azeite. Arrume as folhas no prato, coloque as beterrabas por cima, regue com o caldo que se formou no cozimento, mais umas gotas de limão e azeite. Coloque 2 colheres de sopa do iogurte sobre as beterrabas e sirva a seguir.


segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Escondidinho de Mandioca, macaxeira, aipim...tanto faz, é muito bom!


Este escondidinho eu inventei naquelas minhas loucuras de junta aqui e ali, com aquilo que tinha à mão em casa. Prá fugir da mandioca frita de sempre, que eu adoro, mas mandioca merece lugar de destaque na refeição e desse jeito ficou deliciosa. Nem precisa de acompanhamento, talvez só salada de alface. Esta é a minha participação para a quinzena desta super rainha, versátil e deliciosa.

Escondidinho de Mandioca com Carne Moída


Ingredientes:
1 kg de mandioca cozida e espremida
200 ml de creme de leite fresco
Sal e pimenta a gosto
(recheio)
1/2 Kg de carne moída
2 colheres (sopa) azeite
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho,picado
1/2 pimentão verde, picado
Sal e pimenta a gosto
Cheiro verde picado a gosto
1 pitada de canela moída
1 colher (sopa) de shoyu
10 azeitonas verdes, picadas
(para polvilhar)
50g de parmesão ralado

Preparo: (recheio) - refogue a carne no azeite até que fique levemente dourada, junte a cebola, o alho e o pimentão e refogue mais um pouco até que fiquem cozidos. Tempere com shoyu, sal, pimenta, canela. Junte as azeitonas, refogue mais 2 minutos. Desligue o fogo, junte o cheiro verde e reserve.
(montagem) - Misture a mandioca amassada com o creme de leite, tempere com sal e pimenta. Em um refratário, faça uma camada com a metade da mistura de mandioca, recheie com a carne refogada, cubra com o restante da mandioca e polvilhe o parmesão ralado. Leve ou forno pré-aquecido (180ºC) para gratinar.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Campanha pelo aproveitamento integral dos alimentos - participe.

Estou republicando esta receita para participar da campanha do blog Sabor, da Fer Ayer. Em tempos de cuidados com o nosso planeta, respeito e comportamento ético com o outro, aumento da população com demanda crescente por alimentos em contraste com desperdício de um lado e fome de outro, essa campanha é realmente muito importante; ajuda a mudar conceitos e comportamentos, nos fazendo pensar em alternativas para evitar que comida e dinheiro (afinal, os preços dos alimentos só aumentam) sejam jogados fora. Bela iniciativa, Fer.


Brownie Saudável














Ingredientes:
85 g de chocolate meio amargo derretido
1 xícara (chá) de purê de cenoura
1/2 xícara (chá) de purê de folhas de beterraba
1 1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
1/2 xícara (chá) de chocolate ou cacau em pó
2 colheres (sopa) de margarina
2 colheres (chá) de baunilha
1 colher (café rasa) de canela em pó
2 ovos
1 xícara (chá) de aveia em flocos finos
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de uvas passas escuras
1/2 xícara (chá) de castanhas (eu usei uma mistura de amêndoas, castanha do pará e avelãs)
1 colher (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal

Preparo: Em primeiro lugar, preparar os purês: cozinhar os vegetais no vapor e torná-los purês em processador ou liquidificador. Neste último caso, picar em pedaços pequenos e acrescentar um pouco de água para facilitar. Misturar os purês, acrescentar o açúcar, o chocolate em pó, a maragarina, as farinhas e misturar bem. Juntar o chocolate derretido e misturar bem. Juntar o restante dos ingredientes, colocar em forma untada com óleo e polvilhada com farinha de trigo e levar ao forno 180 °C por aproximadamente 30 minutos.

Obs: Aqui vem a parte da saúde.
Não tenham receio de usar folhar de beterraba; no Brasil desperdiçamos muitas coisas e essa é uma delas. Tem vitaminas como A(crescimento e proliferação de células epiteliais), B1 (metabolismo de carboidratos), B2 (redução de oxidação), e minerais como cálcio (responsável pelo equilíbrio de vários sistemas corporais), ferro (prevenção de anemias), zinco (sistema imunológico, metabolismo de proteínas, enzimas e função sexual).

Fontes:
Guyton, AC, Fisiologia Humana e Mecanismo das Doenças, Ed Guanabara Koogan
http://pt.wikipedia.org/wiki/Zinco

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Jantar de receitas emprestadas

Hora do jantar chegando e eu sem a menor vontade de fazer o de sempre, mesmo porque já havia comido o de sempre na hora do almoço. O bom e velho arroz e feijão, frango e mandioca frita e salada de alface. Sobrou um pouco de frango por fazer, fritura à noite, não, além da bagunça ainda pesado, difícil digestão. Definitivamente não ia dar. Estava com vontade de fazer há algum tempo a sopinha de abóbora que vi no programa do Jamie. Mas sopa de abóbora aqui em casa, não ia dar certo. Estava com tudo na geladeira, mas tinha que pensar em outra coisa para os outros integrantes desta família, que já estavam naquela "e aí, a comida vai sair?". Andei procurando por sites aqui e ali e achei o que eu queria: um arroz diferente, da Claudia - Comida & Bebida. Olhei, faltavam ingredientes, mas dava para improvisar. Feito, franguinho no forno, arroz rapidinho e a minha sopa, maravilhosa, quente e acolhedora. E que cor linda! Prá não dizer que fiz tudo com receitas emprestadas, o tempero do frango e os croutons eram meus. Todos satisfeitos, jantar feliz!

Arroz de Forno com Abobrinhas e Cobertura de Farofa Crocante (adaptado - Claudia - Comida & Bebida)

Ingredientes:
3 xícaras (chá) de arroz cozido
1 caixinha (200m) de creme de leite uht
1 colher (sopa) de parmesão ralado
(refogado de abobrinhas)
1 colher (sopa) de azeite
1 dente de alho, amassado
1 abobrinha cortada em cubos
2 tomates, picados
Sal a gosto
(farofa crocante)
11/2 xícara (chá) de pão francês amanhecido, ralado
1 ramo de alecrim
2 colheres (sopa) de azeite
1 dente se alho, picado
Sal a gosto

Preparo:(farofa) - Aqueça uma frigideira anti-aderente média e coloque o azeite para esquentar. Em seguda, coloque o alho e as folhas de alecrim. Deixe por 1 minuto, junte o pão e frite por mais 2 minutos, mexendo sempre (até ficar com um tom levemente dourado). Reserve
(refogado de abobrinhas) - Coloque em uma panela o azeite para aquecer, junte o alho e refogue até murchar. Junte a abobrinha e o tomate, refogue por 5 a10 minutos, retirando com a abobrinha "al dente". Temper com sal e reserve.
(montagem) - Misture o refogado de abobrinhas , o creme de leite e o parmesão ao arroz. Coloque em um refratário, cubra coma farofa crocante e leve ao forno pré-aquecido (200°C) por 15 minutos ou até aquecer o arroz. Sirva a seguir.

Sopa de Abóbora do Jamie

Ingredientes:(meia receita)
1 1/2 Kg de abóbora moranga com casca (usei cabochã e seca sem casca)
1 cenoura
1 dente de alho amassado
1 talo de aipo picado grosseiramente (usei 1/2 alho poró)
1 cebola roxa, picada (usei 1 cebola branca)
1/2 colher (sopa) de azeite (usei 1 colher (sopa))
Alecrim, sal e pimenta a gosto
1 litro de caldo de frango (eu tinha só 1/2 litro, completei o restante com água do cozimento da mandioca, que sempre tenho em casa congelado e 1 cubo de caldo de galinha light)
(crouton) - 11/2 pão francês amanhecido cortado em cubos, 1 colher (chá) de orégano, 1 dente de alho picado, 3 colheres (sopa) de azeite.

Preparo: Cortar a abóbora em pedaços grandes. Tirar a casca (caso não seja moranga). Colocar o azeite na panela de pressão, juntar a cebola e o aipo (no meu caso alho poró). Juntar a cenoura, o alho, a abóbora, o alecrim, o sal e a pimenta (coloquei também o cubo de caldo de galinha nesta hora). Juntar o caldo e fechar a panela de pressão. Deixar 6 minutos após pegar pressão. Retirar do fogo, deixar sair a pressão e bater no liquidificador. Servir com croutons.
(croutons) - Levar o azeite para aquecer em uma frigideira. Juntar o alho e fritar um pouco. Colocar o orégano e o pão e ir mexendo até que os cubos de pão dourem. Não deixar o alho fritar demais, para não ficar amargo.


domingo, 22 de junho de 2008

Couve-flor, e com disfarce!

Este não é realmente um dos vegetais mais apreciados aqui em casa. E sempre que faço é do mesmo jeito, à milanesa ou gratinada. Encontrei dias atrás uma receita do Nick Stellino, que apresenta um programa chamado Receitas de Família. As receitas são muito boas e esta em especial. É muito gostosa e diferente, vale a pena. Já havia feito outras vezes, mas me esqueci dela. Ainda bem que a encontrei novamente. Hoje ganhou um toque pessoal.

Couve flor à Italiana


Ingredientes:
1/2 couve-flor, cozida ("al dente")
2 dentes de alho laminados
3 colheres (sopa) de alho-poró
1/2 cebola média, picada
2 tomates picadinhos
2 colheres (sopa) de azeite
6 azeitonas picadas
1 colher (chá) de orégano
4 filés de aliche
1 colher (sopa) alcaparras
1 colher (café) de pimenta calabresa seca
1/2 pimentão verde, picado
3 colheres (sopa) de salsa picada
Sal se necessário

Preparo: refogue o alho, a cebola, o pimentão e o alho-poró no azeite. Junte os tomates e refogue até que os tomates comecem a amolecer. Junte a couve-flor, tempere com a pimenta e o orégano. Coloque um pouco de água se necessário. Junte o restante dos ingredientes, prove o sal e refogue até o tomate amolecer completamente e a couve-flor ficar cozida.

sábado, 14 de junho de 2008

Voltando ao tema: comida de vó.

Essa receita é clássica, pelo menos era lá em casa. A minha avó fazia essa torta e tenho certeza que só quem conhece é quem é da família. Se eu não me engano ela aprendeu a fazer essa receita com a minha bisa, mãe do meu avô, que também cozinhava que era uma coisa. Ainda lembro do cheirinha de feijão com louro da casa dela. Acho que é por isso que ponho louro em tudo, é um tempero que eu adoro. Bem , voltando à torta, eu queria muito fazer essa receita, a qual não fazia há muito tempo e queria colocar aqui porque é muito diferente. É uma das heranças da minha avó que fazia sem receita nem medida, assim como eu, mas tive que adaptar senão não tem como alguém reproduzir.

Torta de Batata da Vó

Ingredientes:
Massa:
-1,5 quilo de batatas cozidas e amassadas
-1/2 xícara (chá) de cheiro verde picadinho - salsa e cebolinha
-sal e pimenta do reino a gosto
Recheio:
-1/2 quilo de carne moída
-2 colheres (sopa) de azeite ou óleo
-1/2 pimentão verde picado (ou vermelho)
-1 cebola pequena picada
-2 dentes de alho amassados
-1/2 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
-1/2 xícara (chá) de cheiro verde picadinho
-temperos a gosto (sal, pimenta, shoyu, vinagre)

Demais ingredientes:
-1/2 xícara (chá) de óleo
-1 xícara (chá) de farinha de rosca


Preparo: Após cozinhar e amassar as batatas acrescentar o cheiro verde, sal
e pimenta. Misturar bem e reservar


Recheio: Refogar a carne no óleo até que a mesma fique sem água e soltinha.
Acrescentar 1 colher (sopa) de vinagre, 1 colher (sopa) de shoyu,
a cebola, o alho, o pimentão, a azeitona, pimenta-do-reino
e sal a gosto. Continuar refogando para cozinhar
estes ingredientes.
Desligar o fogo, acrescentar o cheiro verde e reservar.
Montagem:Em uma frigideira grande, colocar
1/4 de xícara (chá) de óleo e
polvilhar com a
metade da farinha de rosca.


Abrir a metade da massa em pequenas porções na mão
e acomodá-la na frigideira grande
de modo
que não tire a mistura de farinha e óleo do lugar.
 Rechear  a massa com a carne e cobrir o recheio com o
retante da massa, procedendo da mesma forma.
Levar ao fogo por alguns minutos até dourar a farinha. Após esse período,
virar a torta em um prato colocar o restante do óleo na frigideira e
cobrir com a farinha de rosca.
Acomodar o lado da torta que estava para cima na frigideira virado
para baixo. Cuidado para não quebrar.
Acertar possíveis partes que ficaram quebradas nas pontas e
deixar dourar. Retirar da frigideira e servir quente.


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Limão no sal do Claude Troisgros


Essa receita eu vi no Menu Confiança, programa do canal GNT com o chef Claude Troisgros. É simples, mas segundo o Claude o sabor é super diferente. Vou ter que esperar 1 mês para experimentar. O Claude falou com tanto entusiasmo que meu marido, que estava assistindo ao programa comigo, ficou empolgado junto com ele. Fomos ao mercado e ele: "olha ali, os limões sicilianos!!!" Achei até engraçado, ele não é de se meter na cozinha, não muito, só para exigir o básico: pudim de leite, majar, canjica e sagu, e às vezes milho cozido e pinhão quando está na época.
Fiz, vamos ver qual será o resultado. Em um mês volto ao assunto prá dizer o que aconteceu.

Limões Sicilianos no Sal

Cortar 4 limões sicilianos em 4 partes, misturar sal (eu usei +/- 400g) colocar em um vidro fechado e levar à geladeira por 1 mês. Mexer de vez em quando. Após esse mês, retirar a polpa do limão, lavar em água corrente para retirar todo o sal e utilizar as cascas. Segundo o Claude, dá pra colocar em caipirinha, no carpaccio de shitake que ele fez, etc. Eu pensei em bolos, panetone, carne de porco e frango, e massa ao limão. Vamos ver...

domingo, 8 de junho de 2008

Mais verdinhos....




Ainda estou na onda dos verdinhos...
Hoje fiz uma torta de vegetais com massa integral, diferente (segundo meu marido), boa para vegetarianos e não vegetarianos.

Torta de Verdinhos


Ingredientes:
(massa)
100g de farinha de trigo integral
50g de farinha de trigo
120g de manteiga gelada
1/2 colher (chá) de sal de ervas
5 colheres (sobremesa) de água fria
1 colher (sopa) de farinha de linhaça - (linhaça triturada no liquidificador)
(recheio)
2 ramas de folhas de cenoura (talos separados)
1/2 maço de espinafre (talos e folhas separados)
1 cebola pequena, picada
1 colher (sopa) de manteiga
1/a colher (sopa) de óleo
1/2 colher (sopa) de azeite
1 tomate sem pele e sem sementes, picado
3 folhas de acelga, picadas
1 cenoura ralada
3 colheres (sopa) de funghi porcini
1 colher (sopa) de shoyu
4 pimentas biquinho sem sementes, picadas
Sal e noz - moscada a gosto
(cobertura)
1 caixinha de creme de leite light
2 ovos
50g de queijo parmesão ralado
2 colheres (sopa) de leite
Sal e noz - moscada à gosto
(para polvilhar)
2 colheres (sopa) de parmesão ralado

Preparo:(massa) - Colocar as farinhas, a linhaça e o sal em uma tigela, fazer uma cova no centro e adicionar a manteiga e misturar com a ponta dos dedo até obter uma farofa. Adicionar a água aos poucos e misturar até que a massa fique homogênea. Forme uma bola e embrulhe em filme plástico. Leve para descansar por 1 hora na geladeira. Após esse tempo abra a massa entre dois plásticos. Forre uma forma para quiche (com aro removível). Acerte as laterais. Fure o fundo da forma com um garfo. Cubra a massa com uma folha de papel-manteiga e coloque feijões por cima da folha. Coloque a forma de aro sobre uma outra forma (por exemplo de pizza). Leve ao forno pré-aquecido (180°C) por 15 minutos. Retire do forno, retire o papel com os feijões, coloque o recheio e a cobertura, polvilhe com o parmesão e leve novamente ao forno até dourar a cobertura
(recheio) - Aqueça água e coloque o funghi de molho por 5 minutos. Retire da água e pique bem fininho.Pique separadamente os talos e as folhas. Refogue a cebola, junte os talos e a cenoura ralada e refogue por 5 minutos. Coloque o tomate e refogue por mais 2 minutos. Junte as folhas picadas, o funghi, o shoyu, a pimenta e tempere com sal e noz-moscada a gosto. Desligue o fogo e escorra o recheio (colocar sobre uma peneira) para evitar que fique muito úmido e molhe a massa. Enquanto escorre, prepare a cobertura, misturando todos os ingredientes em um recipiente. Utilize.


Nota: Eu utilizei os restinhos de massa e fiz uma gradinha, só prá ficar mais bonito.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Champ


Foto da minha filha Helô, de 9 anos: que vergonha, melhor que as minhas!

Eu estava assistindo a um programa do Jamie Oliver dia desses e ele fez um prato super simples chamado champ. O champ nada mais é que uma purê de batatas preparado de forma diferente, típico da Irlanda. Hoje eu fiz o champ, achando que não iria mudar muita coisa do purê de batatas que normalmente faço. Me surpreendi com o resultado, o sabor é diferente, em parte por causa das cebolinhas verdes e acho que o modo como é preparado também resulta na mudança do sabor.

Champ

Rendimento: 4 pessoas

Ingredientes:
500g de batatas (eu usei a Asterix - batata rosada)
1/2 xícara (chá) de leite
2 colheres (sopa) de manteiga
sal a gosto
2 ramos de cebolinha verde, picada

Preparo: descasque as batatas e cozinhe em água e sal até que fiquem macias, mas não desmanchando. Esprema as batatas ainda quentes e reserve. Coloque o leite com a metade da manteiga para esquentar e pique a cebolinha, separando a parte branca da verde. Quando o leite levantar fervura, junte a parte branca da cebolinha, deixe ferver 2 minutos, junte a parte verde, ferva mais 1 minutos e acrescente as batatas. Coloque sal e mexa por mais 2 minutos. Desligue o fogo, faça uma cova no meio da massa de batatas, coloque o restante da manteiga e tampe a panela. Na hora de servir, misture essa manteiga ao champ. Notas: O Jamie misturou folhas de agrião e as folhas internas do salsão no champ. Ele usou-o como uma entrada, junto com aspargos grelhados, folhas de agrião e salsão temperados com gotas de limão siciliano, azeite, sal e pimenta.
O meu está bem mais caseiro, com um bifinho grelhado e salada colorida.


Para a salada colorida:
5 folhas picadas de acelga
3 tomates italianos
5 rabanetes
1/2 pé de alface
Para temperar:
1/2 colher (sopa) de vinagre de maçã
11/2 colher (sopa) de azeite extravirgem
sal e pimenta



terça-feira, 3 de junho de 2008

Comidinhas da vovó - Salada de batata

Essa saladinha de batata minha avó fazia sempre quando eu era criança, eu sempre pedia a ela prá fazer e ela dizia assim que puder eu faço. Eu esperava por essa salada. Muito simples, com gosto de infância!

Salada de Batata da D. Rita
Ingredientes:
600g de batatas cozidas com a casca
1 lata de atum (eu usei o light)
1 tomate picado
1/2 pimentão verde picado
1 lata de ervilhas escorrida
1/2 cebola média, picada
1 colher (sopa) de azeite
10 azeitonas verdes picadas
Sal, pimenta e vinagre para temperar
1 colher (chá) de shoyu (opcional)

Preparo: amasse as batatas ainda quentes (como para fazer purê). Tempere com sal, pimenta e vinagre. Cuidado com o vinagre, se colocar demais fica muito ácido. Eu coloco um pouco e verifico como está, deve ficar levemente ácido, um sabor bem diferente do convencional. Misture à parte os outros ingredientes, tempere e reserve. Coloque a batata temperada em uma travessa para servir, com as costas da colher alise a superfície da batata. Coloque a saladinha reservada ao redor da batata, como na foto abaixo.
Rendimento: 5 pessoas.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Pão de mandioca

Ontem, apesar de não ser o dia ideal para fazer pão (estava frio e chovendo) eu estava com vontade e à mão (sem máquina de pão, batedeira, nada). Tinha mandioca cozida em casa e foi o que fiz, pão de mandioca. A receita foi invenção mesmo, mas o interessante dela está no modo de fazer. Segui o método do Olivier Anquier, retirado do livro Padaria em Casa: os segredos. O pão ficou macio, dourado por fora, com casquinha levemente crocante. O método parece meio complicado, mas feito uma vez fica fácil. É importante é respeitar os tempos de descanso da massa. Vamos à receita:

Pão de Mandioca

Rendimento: 3 pães de aproximadamente 560g

Ingredientes:
(esponja)
15g de fermento biológico seco (30g do fresco)
80g de farinha de trigo especial (tipo1)
90 ml da água do cozimento da mandioca morna (quase fria)
1 colher (sopa) de açúcar
(massa)
200g de mandioca cozida
1 xícara (chá) de água do cozimento da mandioca
1/2 xícara (chá) de óleo
Aproximadamente 600g de farinha de trigo especial (tipo 1)
6 gramas de Pão Certo (melhorador de farinha) - (opcional)
1/2 xícara (chá) de açúcar (100g)
1 ovo
1 colher (sopa) emulsificante para sorvete - (opcional)
1 colher (sobremesa rasa) de sal (10g)

Preparo: fazer a esponja misturando todos os ingredientes. Esperar descansar por 15 minutos. Bater no liquidificador a mandioca com a água, o ovo e o óleo. Colocar essa mistura em uma bacia, juntar a esponja e os demais ingredientes e por último a farinha de trigo aos poucos. Misturar bem a massa e verificar o ponto, a massa deve ficar uma bola, porém deve grudar um pouco nas mãos. Usei o método do Olivier para sovar o pão. Deixei descansar 10 minutos nessa fase,coberto com um pano úmido ou filme plástico. Depois comecei a beliscar a massa, fazendo bolinhas nas pontas da massa, sem rasgá-la. Faz-se uma bolinha que não se separa da massa e volta-se com ela pra trás, incorporando-a à massa, pega-se outro pedaço de massa e repete-se o processo, durante 5 minutos. Deixe a massa descansar mais 15 minutos coberta com pano úmido e logo após comece a trabalhar a massa abrindo um retângulo com as mãos. Dobre esse retângulo ao meio, de forma que uma bolsa com ar se forme entre as duas partes da massa. Feche essa bolsa e volte a repetir o processo, abrindo a massa com as mãos se necessário. Deixe descansar por 15 minutos coberto com pano úmido. Após esse tempo divida a massa em porções para fazer os pães (pequenos ou grandes, como preferir) e descansar novamente mais 15 minutos, já na forma enfarinhada e coberto com pano úmido. Modele os pães após o descanso, coloque nas formas, cubra com um pano úmido e deixe descansar por 1 hora. Quando a massa estiver com 45 de descanso, pré-aqueça o forno em temperatura máxima. Tenha em mãos um copo com água bem gelada. Coloque os pães ao término do descanso no forno e jogue com cuidado a água gelada no chão do forno (aconselho colocar uma folha de papel alumínio no chão do forno e colocar a água aí). Deixar assar até dourar (aproximadamente 30 minutos)
Deixar esfriar fora da forma, sobre uma grade, para que não fiquem com umidade. O resultado deste processo é um pão super macio, que fica com uma cor linda (dica do copo com água para formar vapor no forno e dourar o pão - já que não temos um forno combinado em nossas casas).
Usei melhorador de farinha e emulsificante para sorvete com o objetivo de tornar a massa mais leve, ajudar no crescimento do pão e garantir que fiquem macios por mais tempo. Mas o pão pode ser feito sem esses ingredientes, já fiz e deu certo.
Dica: para facilitar crescimento em dias frios, aquecer 1 copo de água por 1 minuto no microondas e colocar o recipiente com a massa dentro do micro, com o copo. Também costumo usar para fechar o recipiente filme plástico ou colocar a massa em um saco plástico.
Polvilhar a superfície com farinha de trigo para trabalhar com a massa (em cada etapa), evitando que a mesma grude na bancada.

Bibliografia: Anquier, O; Padaria em Casa: os segredos; Ed. Melhoramentos; São Paulo, 2004

sábado, 31 de maio de 2008

Aproveite tudo: bolinhos de folha de cenoura

Ainda estou no clima de aproveitar tudo e incluir mais vegetais na alimentação. Hoje fiz um bolinho de folhas de cenoura, idéia de uma amiga, a Vera, que disse que não jogava essas folhas fora (as quais normalmente deixamos pela feira mesmo). Ela me disse: "faça bolinhos, com a massa como a de bolinho de chuva, só que salgada." Aí mexi daqui e dali, criei uma massa salgada como de bolinho de chuva e saiu assim:

Bolinhos de Folhas de Cenoura



Ingredientes
1/2 maço de folhas (com os talos) de cenoura (ou +/- 3 ramas), picadas
1/2 cebola (pequena) picada
1 ovo
1 xícara (chá) de leite
+/- 11/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1 colher (chá) de shoyu
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado
Sal e pimenta a gosto
1 colher (chá) de fermento em pó
1 envelope de tempero pronto para legumes (opcional)
Óleo para fritar

Preparo: misture os ingredientes da massa (ovo, leite, temperos, queijo, leite). Adicione a farinha aos poucos, a consistência tem que ficar como de bolinho de chuva (espessa, mas não muito dura). Adicione o fermento em pó e mexa bem. Junte por último as folhas picadas e a cebola. Cuidado ao fritar, o óleo não pode estar muito quente, pois o meio do bolinho pode ficar cru e queimado por fora. Coloque poucos por vez e tente fazer com um tamanho não muito grande (use uma colher de sobremesa, pingando a massa sobre o óleo) para que fritem de forma homogênea, dando tempo de massa cozinhar por dentro e dourar levemente por fora. Escorra sobre papel absorvente e sirva a seguir.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O que tem prá hoje? Creme de espinafre.

Verduras são alimentos muito bons, ricas em fibras, vitaminas e sais minerais. Mas em dias frios o que não queremos é comer verdura, principalmente se for para virar salada. Aí veio a idéia de fazer uma coisa que não fazia há tempos: creme de espinafre. Esse é um jeito de comer verdura quente, gostoso e fácil. Essa é a minha versão dá prá fazer em 20 minutos. Aí vai:

Creme de Espinafre



Ingredientes:
1/2 maço de espinafre limpo (só as folhas)
1 dente se alho picado
1/2 cebola média picada
1 colher (sopa) de azeite
1 colher (sopa) de manteiga
1 colher (sopa) de farinha de trigo
3/4 xícara (chá) de leite
Sal e pimenta a gosto
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado.

Preparo:
Coloque o azeite em uma frigideira que tenha tampa, deixe aquecer e doure rapidamente o alho, acrescentando logo em seguida a cebola. Frite a cebola até ficar transparente, junte o espinafre e tampe. Mexa de vez em quando até murchar (cerca de 5 minutos). Retire do fogo, pique para que fique em pedaços pequenos e reserve. Na mesma frigideira, coloque a manteiga para derreter e frite a farinha rapidamente, para que perca o gosto de farinha crua (o famoso "roux"). Acrescente lentamente o leite, evitando que forme grumos. Deixe ferver um pouco até engrossar, acrescente o espinafre refogado, e a pimenta a gosto. Coloque o queijo parmesão (de preferência ralado na hora), mexa bem. Verifique o sal e corrija, se necessário. Sirva em seguida. Acompanha carnes e peixes.
Obs: cuidado na colocação do sal, pois pode ficar muito salgado por causa do parmesão.

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